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Deolane afirma ter sido presa no exercício da profissão em audiência

Deolane Bezerra permanece presa na Penitenciária de Tupi Paulista; defesa afirma inocência, diz que ações remontam ao exercício da advocacia

Deolane Bezerra em audiência de custódia • Reprodução
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  • Deolane Bezerra, presa na Operação Vérnix, participou de audiência de custódia virtual e segue sob custódia na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.
  • A defesa afirmou que as movimentações investigadas seriam honorários advocatícios e que a prisão ocorreu no exercício da profissão, com base em fatos de 2019–2020.
  • A Justiça manteve a prisão preventiva; o Ministério Público pediu apenas a homologação da prisão e comunicação ao juízo competente, alegando que não houve ilegalidade no cumprimento do mandado.
  • A operação atingiu a cúpula do PCC e outros investigados, com bloqueio de R$ 327 milhões, sequestrato de quatro imóveis e apreensão de 17 veículos de luxo, totalizando mais de R$ 8 milhões.
  • Entre os alvos estão Marcola e familiares próximos; Deolane teve quatro utilitários esportivos apreendidos, e há pedido de transferência para apenas a custódia definitiva.

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra permanece sob custódia na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior de São Paulo, após ser presa na Operação Vérnix. Ela participou de audiência de custódia virtual nesta quinta-feira, 21 de maio, para responder a acusações ligadas ao PCC. Ao longo da sessão, a defesa contestou as acusações, afirmando que os repasses seriam honorários advocatícios.

Deolane alegou ter sido presa durante o exercício da profissão, citando fatos ocorridos entre 2019 e 2020. Segundo ela, o valor central da investigação envolve 24 mil reais depositados em sua conta por um cliente que já representava legalmente. A audiência ocorreu enquanto a presa já estava na Penitenciária Feminina de Santana, depois transferida para Tupi Paulista.

A defesa pediu a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, argumentando que Deolane é mãe de uma criança de nove anos. A promotoria sustentou que a jurisdição para reverter a prisão não seria da vara de custódia, solicitando apenas a homologação da prisão e comunicação ao juízo competente. A Justiça manteve a prisão preventiva, sustentando a legalidade do mandado.

Entenda a operação

A Vérnix foi deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Gaeco do Ministério Público. O objetivo foi desarticular uma rede financeira associada ao PCC, com início das investigações em 2019. A partir de bilhetes encontrados na Penitenciária II de Presidente Venceslau, os agentes chegaram à Lopes Lemos Transportes Ltda., apontada como fachada para lavagem de dinheiro.

A esse material se somou a apreensão de um celular, que abriu nova linha investigativa. Conversas com a cúpula do PCC, comprovantes de depósitos e a identificação de novos envolvidos foram elementos que emergiram a partir dos dados do aparelho. Entre os investigados está o operador financeiro conhecido como Player, além de Deolane Bezerra.

Principais alvos e impactos

Além de Deolane e do operador financeiro, a operação atingiu a liderança do PCC. Foram expedidos seis mandados de prisão preventiva, envolvendo Marcola, líder máximo da organização, e familiares próximos. Marcola e o irmão Alejandro Camacho já estavam sob regime federal, e dois sobrinhos figuram como foragidos com difusão vermelha pela Interpol.

Em relação ao aspecto financeiro, a Justiça autorizou o bloqueio de 327 milhões de reais em ativos ligados aos investigados. Também houve sequestro de quatro imóveis e apreensão de 17 veículos de luxo, avaliados em mais de 8 milhões de reais. Entre os bens apreendidos com Deolane estavam quatro utilitários esportivos de alto padrão.

Posicionamentos das defesas

A defesa de Deolane divulgou nota defendendo a absolvição das acusações e destacando a inocência da advogada, além de afirmar cooperação com a Justiça. A defesa de Marcola e de familiares também divulgou comunicados destacando que a fase é de inquérito policial, com provas ainda em análise e direito à ampla defesa. A CNN Brasil acompanha o caso para acompanhar desdobramentos.

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