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Marco do fomento à cultura gera debate entre agentes do setor

Ministério da Cultura muda modelo de fomento: deixa o formalismo, adota gestão orientada a resultados e redução do passivo de prestações

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, na sessão de abertura da Quinzena dos Cineastas
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  • O Ministério da Cultura migra de controle burocrático para uma gestão orientada a resultados, com base na lei 14.903, de 2024.
  • A mudança está alinhada a marcos legais como a lei 13.019 (2014), a Lei Paulo Gustavo (Lei 14.148, de 2021) e o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (lei 13.243, de 2016).
  • A fiscalização passa a priorizar o controle prévio à liberação de recursos, o monitoramento durante a execução e a avaliação por objeto, sem deixar de exigir documentação fiscal.
  • Em 2025, o MinC analisou mais de 11 mil prestações de contas, reduzindo o passivo para 10.077 casos pendentes, o menor desde 2010.
  • O objetivo é ampliar a transparência e a eficiência, mantendo diálogo com órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União.

O Ministério da Cultura (MinC) está alterando o modelo de fomento para priorizar resultados, não apenas trâmites. A mudança, formalizada pela lei 14.903/2024, busca usar melhor os recursos públicos para ampliar a atuação cultural no país. A gestão envolve órgãos de controle, fiscalização e execução de projetos.

A guinada, segundo o MinC, responde a um passivo histórico de prestações de contas, resultado de décadas de estruturas fragilizadas. A pasta afirma que o objetivo é evitar problemas passados sem deixar de manter o rigor financeiro e a transparência.

A mudança não elimina a fiscalização financeira. Ao contrário, desloca o enfoque para o controle prévio à liberação de recursos, monitoramento durante a execução e avaliação por objeto. A documentação fiscal permanece exigível, com prazo de cinco anos para consulta pelos órgãos de controle.

Em 2025, o MinC destacou avanços: foram analisadas mais de 11 mil prestações de contas, gerando a redução do passivo para cerca de 10 mil casos pendentes, o menor nível desde 2010. A meta é evitar novas prescrições e tornar a fiscalização mais eficiente.

Autoridades destacam que o diálogo com órgãos de controle, como o TCU, é essencial para aperfeiçoar políticas públicas. O objetivo é manter o rigor no uso de recursos sem reduzir a capacidade de entrega da produção cultural.

A gestão sustenta que menos burocracia pode significar maior alcance cultural. O foco permanece em assegurar transparência e responsabilidade, com ações que permitam à cultura brasileira florescer em diversas regiões e manifestações.

Em resumo, o MinC defende que a nova sistemática de fomento não abandona a seriedade fiscal. O que muda é a prioridade: entregar resultados verificáveis com mecanismos de controle mais eficientes, assegurando verba pública para a diversidade cultural do país.

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