- O presidente da Câmara, Hugo Motta, foi associado a benefícios recebidos por meio de um relacionamento com o empresário Daniel Vorcaro, incluindo uma viagem a Portugal paga pelo empresário.
- Motta não é investigado no caso Master, mas é visto atuando indiretamente no tema, o que gerou desconfiança de adversários no Congresso.
- Em janeiro de 2026, o senador Renan Calheiros afirmou que Motta e o padrinho político Arthur Lira teriam pressão segundo a qual o TCU poderia reverter a liquidação do Banco Master.
- Em fevereiro de 2026, Motta defendeu o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master na época, afirmou que houve exagero da imprensa e destacou que a apuração deve ser imparcial.
- Em junho de 2026, Motta confirmou a viagem a Portugal feita às custas de Vorcaro, em convite do senador Ciro Nogueira, para participação em evento ligado ao Gilmarpalooza.
No decorrer de 2026, informações públicas revelaram vínculos entre o deputado Hugo Motta e o caso Master, envolvendo o empresário Daniel Vorcaro. A atuação do parlamentar, mesmo não sendo investigado, gerou desdobramentos sobre decisões e pressões no âmbito do processo.
Em janeiro, o senador Renan Calheiros acusou Motta e o padrinho político Arthur Lira de atuarem junto ao Tribunal de Contas da União para tentar reverter a liquidação do Banco Master, determinada pelo BC. Motta não comentou as acusações.
Em fevereiro, Motta defendeu o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no STF. Toffoli decretou sigilo, lacrou provas e teve familiares ligados a um resort no Paraná ligado a Vorcaro. O STF fechou um acordo para redistribuição do processo, após pressão pública.
Contexto do caso Master
A atuação de Motta, ligada a investigações envolvendo Toffoli, foi tema de controvérsia pública. Relatos indicam pressão para reverter decisões do TCU e, posteriormente, mudanças na condução do inquérito no STF.
Em março, Vorcaro foi preso pela segunda vez, com delação premiada em curso. Motta afirmou confiar nas investigações e destacou a atuação da PF e do STF como responsáveis pela apuração, defendendo imparcialidade.
Em maio, Calheiros citou a inclusão de uma emenda de Motta que permitiria aportes de fundos de previdência no Banco Master. A proposta previa destinação de recursos para créditos de carbono, vinculados a empresas do grupo Vorcaro.
Viagem a Portugal e participação em evento
Junho trouxe o reconhecimento público de Motta sobre uma viagem a Portugal, com as despesas pagas por Vorcaro. A alegação é de participação no evento Gilmarpalooza, a convite de Ciro Nogueira, sem que haja evidência de irregularidade comprovada até o momento.
Motta afirmou que não intermediu empréstimos vinculados ao Master e reiterou que as apurações devem seguir de forma isenta. Ele também destacou que a responsabilidade pela delação envolve a PF e o STF.
Desdobramentos e posição do Legislativo
A defesa de Motta inclui a afirmativa de que não houve crime e que as investigações devem permanecer sob responsabilidade das autoridades competentes. O caso continua a ser analisado sem conclusão divulgada publicamente até o momento.
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