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Censo da população em situação de rua será realizado em cinco capitais

IBGE lança censo inédito da população em situação de rua em cinco capitais, com dados oficiais para políticas públicas mais eficazes

São Paulo (SP) 21/02/2024 - Estudo da UFMG mostra aumento do número de moradores de rua na capital. Moradores de rua recebem comida na Sé em SP. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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  • O governo lançou ações para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, a ser realizado pelo IBGE, com etapa inicial em cinco capitais: Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador.
  • O levantamento pretende mapear o perfil demográfico e socioeconômico dessa população de forma padronizada em todo o país, para embasar políticas públicas mais eficazes.
  • O censo está previsto para ocorrer entre 3 e 7 de julho de 2028, com os primeiros resultados divulgados em dezembro de 2028.
  • O presidente do IBGE destaca que a iniciativa traz uma mudança metodológica relevante, incluindo pessoas sem domicílio fixo na contagem oficial pela primeira vez.
  • Autoridades destacam que a norma pode indicar avanços na formulação de políticas públicas, com dados que tragam a população em situação de rua para a visibilidade estatística e sirvam de referência para outros países.

O governo federal lançou nesta terça-feira (23), em Brasília, as ações preparatórias para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, a ser realizado pelo IBGE. O objetivo é mapear, de forma padronizada, o perfil demográfico e socioeconômico dessa parcela da população para sustentar políticas públicas.

A etapa inicial do censo ocorrerá em cinco capitais, cobrindo um município por região: Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador. A metodologia é diferente da contagem tradicional feita apenas em domicílios fixos, segundo o presidente do IBGE.

Previsto para ocorrer entre 3 e 7 de julho de 2028, o levantamento terá os primeiros resultados divulgados em dezembro de 2028. A iniciativa busca ampliar a visibilidade estatística da população em situação de rua e estruturar políticas públicas com dados mais precisos.

Significado estratégico e campo de atuação

O censo visa gerar dados oficiais que informem ações de direitos humanos, acesso a serviços públicos e proteção social ainda não mapeados de forma padronizada. O objetivo é incluir pessoas sem domicílio fixo nas estatísticas oficiais, fortalecendo a formulação de políticas públicas.

Repercussão institucional e apoio

O lançamento contou com autoridades do governo federal. O ministro da Secretaria-geral da Presidência destacou que os dados permitirão políticas públicas mais eficazes e baseadas na realidade da população em situação de rua. A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania ressaltou o potencial de o estudo servir de referência para outros países.

Desdobramentos e impactos esperados

Representantes da sociedade civil destacam a importância da contagem oficial para reduzir distorções metodológicas observadas em levantamentos municipais. Entidades ligadas ao tema mencionam que a contagem do IBGE deve ampliar a visibilidade dessa população e orientar o orçamento público voltado a políticas sociais.

Corpo social e participação local

Líderes que atuam com a população de rua, incluindo integrantes de fóruns e comitês, ressaltaram que o censo poderá fortalecer a interlocução com governos locais e ampliar a abrangência dos dados. A expectativa é que a metodologia formulará um marco de referência nacional para a contagem dessa população em situação de vulnerabilidade.

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