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MPE contesta decisão de Nunes sobre pesquisa da Atlas

MPE contesta decisão de Nunes sobre AtlasIntel; afirma que a Justiça Eleitoral só deve intervir em pesquisas eleitorais em casos excepcionais

Nunes Marques (na imagem) suspendeu a divulgação da pesquisa da AtlasIntel sobre intenção de voto de Flávio Bolsonaro; caso está no plenário do TSE
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  • O Ministério Público Eleitoral enviou ao Tribunal Superior Eleitoral parecer contrários à decisão de suspensão de divulgação de pesquisa da AtlasIntel, tomada pelo ministro Nunes Marques.
  • O parecer sustenta que a intervenção da Justiça Eleitoral em pesquisas de intenção de voto deve ser excepcional e ocorrer apenas quando houver violação evidente da imparcialidade.
  • O vice-procurador Alexandre Espinosa afirmou que não houve irregularidades nas perguntas da pesquisa e que é natural que institutos façam perguntas sobre temas políticos sensíveis.
  • A decisão de Nunes Marques, em 8 de junho de 2026, suspendeu a divulgação do levantamento após pedido do Partido Liberal, que apontou indícios de indução nas respostas.
  • A pesquisa, divulgada em 19 de maio, indicou queda de cinco pontos na intenção de voto de Flávio Bolsonaro após a divulgação de conversas entre Flávio e Daniel Vorcaro.

O Ministério Público Eleitoral apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral um parecer contrário à decisão de suspender a divulgação de uma pesquisa de intenção de voto da AtlasIntel. A medida foi tomada pelo ministro do STF Nunes Marques, presidente do TSE, após o registro de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

O recurso foi movido pelo Partido Liberal, questionando a suspensão da pesquisa divulgada em 19 de maio. O levantamento apontava queda de 5 pontos na intenção de voto de Flávio Bolsonaro após a divulgação de conversas com Vorcaro.

Segundo o MPE, a intervenção da Justiça Eleitoral em pesquisas deve ocorrer apenas em situações excepcionais, quando houver comprovação de interferência indevida na formação de opinião. O parecer sustenta que não houve irregularidades nas perguntas.

O vice-procurador Alexandre Espinosa ressaltou que é natural que institutos de pesquisa perguntem sobre temas sensíveis sem violar a imparcialidade. A manifestação enfatiza que a atuação eleitoral deve ser restrita a situações objetivas de quebra de equidistância.

Em 8 de junho, o presidente do TSE suspendeu a divulgação da AtlasIntel, entendendo que a pesquisa poderia induzir respostas. A decisão atingiu a divulgação pública, a republicação e o impulsionamento da pesquisa nas redes oficiais.

A AtlasIntel divulgou o estudo em maio e o PL argumentou que houve conteúdo relacionado ao filme Dark Horse, requerendo a suspensão. Em 9 de junho, o plenário do TSE iniciou a análise da liminar, que foi interrompida por pedido de vista da ministra Estela Aranha.

Ainda não há data definida para a retomada do julgamento pelo TSE. O caso envolve, além da AtlasIntel, temas de divulgação de mensagens entre políticos e potencial influência nas escolhas eleitorais.

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