- A Nexus/BTG divulgou que, no cenário de 2º turno, Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro 44%.
- Quando só contam os eleitores que foram às urnas em 2018 e 2022, a vantagem de Lula cai para 1 ponto, 47% a 46%.
- Entre os chamados “eleitores prováveis” (likely voters), a diferença fica sensível à participação, exigindo mobilização da base de Lula.
- Entre quem disse ter votado em uma das duas últimas eleições, mas não em todas, Lula tem 55% e Flávio 32%.
- A abstenção é apontada como desafio para a campanha de Lula, associada a menor comparecimento entre eleitores de baixa renda, com média de não voto em torno de 20%.
A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira aponta que a abstenção entre eleitores pode ser uma adversária relevante para a reeleição de Lula. Além da rejeição ao senador Flávio Bolsonaro, o levantamento destaca o papel da participação eleitoral.
Na simulação de segundo turno, Lula fica com 47% e Flávio Bolsonaro, 44%. Contudo, ao considerar apenas quem disse ter comparedido às eleições de 2018 e 2022, a diferença cai para 47% a 46%, ou seja, apenas um ponto percentual.
Entre os entrevistados que afirmaram ter votado em uma das duas últimas eleições, mas faltaram a outra, Lula aparece com 55% frente a 32% de Flávio. O resultado sugere que a base de apoio de Lula pode não se traduzir automaticamente em presença nas urnas.
O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, diz que a probabilidade de não comparecimento é maior entre eleitores que não votaram em 2018 ou 2022, mas observa que a pesquisa não utiliza a modelagem de eleitor prováveis típica dos EUA. A abstenção, no Brasil, costuma atingir mais eleitores de baixa renda.
Segundo o executivo, o índice de não comparecimento fica em torno de 20% ou pouco acima. A pesquisa reforça a necessidade de mobilizar a militância para converter votos em presença nas urnas.
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