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Pensamento de direita cresce na última década e supera esquerda, aponta Datafolha

Eleitorado de direita supera o de esquerda pela primeira vez desde 2014, segundo Datafolha, com pauta comportamental mais conservadora e econômica mais liberal

Levantamento analisou visão do eleitorado sobre temas de comportamento e economia e consolidou matriz ideológica. (Foto: Isaac Fontana/EFE)
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Pela primeira vez desde 2014, o eleitorado de direita supera o de esquerda na pesquisa do Datafolha, com 44% contra 39%.

Na visão consolidada, esquerda soma 13% (esquerda), 26% (centro-esquerda), 17% (centro), 29% (centro-direita) e 15% (direita), totalizando 100%.

Os recortes indicam tendência: maiorias conservadoras em pautas de comportamento e liberação em agenda econômica.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presenciais, nos dias 17 e 18 de junho, em 139 municípios; margem de erro é de dois pontos percentuais.

Fonte de financiamento foi própria, com registro no TSE (BR-09956/2026).

Pela primeira vez desde 2014, o eleitorado de direita supera o de esquerda em pesquisa do Datafolha. Naquele ano, 45% marcavam esquerda ou centro-esquerda, contra 35% à direita ou centro-direita. Agora, 39% se posicionam à esquerda e 44% à direita.

A pesquisa consolidada combina comportamento e economia. Entre as perguntas, houve 13% de esquerda, 26% centro-esquerda, 17% centro, 29% centro-direita e 15% direita. A tendência aponta conservadorismo em pautas de comportamento e liberalismo econômico.

Comportamento

Porte de armas: 55% da esquerda defendem proibição, 41% da direita defendem direito a arma. A soma de indecisos chega a 3%.

Natureza da pobreza: 58% da esquerda apontam falta de oportunidades; 40% da direita associam pobreza à preguiça. Indecisos somam 3%.

Migração: 74% da esquerda veem contribuição de imigrantes para a cidade; 20% da direita veem problemas. Indecisos somam 6%.

Causa da criminalidade: 64% da direita atribuem à maldade; 34% da esquerda apontam falta de oportunidades. Indecisos, 2%.

Pena de morte: 52% da esquerda são contra; 43% da direita apoiam punição máxima. Indecisos, 5%.

Drogas: 85% da direita defendem proibição; 13% da esquerda são contrários à proibição. Indecisos, 2%.

Homossexualidade: 72% da esquerda defendem aceitação; 20% da direita desencorajam. Indecisos, 8%.

Sindicatos: 55% da direita entendem que servem para política; 40% da esquerda veem defesa dos trabalhadores. Indecisos, 5%.

Maioridade penal: 70% da direita apoiam punição de menores como adultos; 27% da esquerda defendem reeducação. Indecisos, 3%.

Economia

Intervenção do Estado: 50% da esquerda aprovam atuação forte do governo na economia; 43% da direita defendem menor atrapalhação da competição. Indecisos, 8%.

Impostos: 50% da direita preferem menos impostos com serviços privados; 44% da esquerda desejam mais impostos para serviços públicos. Indecisos, 6%.

Benefícios sociais: 65% da direita reduzem dependência do governo; 31% da esquerda valorizam mais benefícios públicos. Indecisos, 4%.

Ajuda estatal a empresas: 69% da esquerda apoiam ajuda a grandes empresas; 27% da direita são contra. Indecisos, 5%.

Leis trabalhistas: 56% da esquerda defendem proteção ampliada; 36% da direita acreditam que leis atuais atrapalham o crescimento. Indecisos, 9%.

Investimento governamental: 71% da esquerda veem governo como principal investidor; 24% da direita defendem investimento privado. Indecisos, 4%.

Metodologia

Foram entrevistados 2.004 eleitores presencialmente nos dias 17 e 18 de junho, em 139 municípios. Margem de erro de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95%. Registro no TSE é BR-09956/2026, financiamento próprio.

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