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Neige Sinno e Anabela Ribeiro discutem traumas e cura em auditório lotado na Flip 2025

Neige Sinno e Anabela Mota Ribeiro discutem luto e violência na Flip 2025, trazendo reflexões impactantes sobre a literatura e a vida

Anabela Mota Ribeiro (esq) e Neige Sinno na mesa Tristes Tramas, que cativou o público no segundo dia da Flip 2025 — Foto: Alexandre Cassiano/ Agência O GLOBO
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  • O segundo dia da 23ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2025) focou em luto e violência.
  • Neige Sinno e Anabela Mota Ribeiro participaram da mesa “Tristes Tramas”, mediada por Rita Palmeira.
  • Neige apresentou seu livro “Triste tigre”, refletindo sobre abusos na infância e desafiando a ideia de que a literatura pode salvar.
  • Anabela lançou “O quarto do bebê”, um romance sobre sua luta contra o câncer de mama, e destacou a fragilidade da cura pela literatura.
  • A performance de Anabela, cantando “Folhas de Outono” de Roberto Carlos, emocionou o público e trouxe à tona memórias afetivas.

O segundo dia da 23ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2025) destacou-se por discussões profundas sobre luto e violência. Mediados por Rita Palmeira, os depoimentos de Neige Sinno e Anabela Mota Ribeiro na mesa “Tristes Tramas” emocionaram o público na Tenda dos Autores.

Neige, que lançou o livro “Triste tigre”, compartilhou sua experiência de abusos sofridos na infância. A autora enfatizou que sua obra não é um relato clássico de violência, mas uma reflexão sobre o que se passa na mente de uma vítima. “A literatura como salvação é um clichê”, afirmou, destacando que sua escrita confronta essa expectativa.

Anabela, por sua vez, apresentou “O quarto do bebê”, um romance que dialoga com sua experiência de luta contra o câncer de mama. A autora revelou que a escrita surgiu como um gesto de escuta interior, um processo catártico que culminou na elaboração de seu livro. “Não sei se a palavra me salvou”, ponderou, reconhecendo a fragilidade da cura pela literatura.

Música e Memórias

O evento também foi marcado por momentos emocionantes, como a performance de Anabela, que cantou “Folhas de Outono” de Roberto Carlos. A canção, que remete a memórias afetivas, tocou o público e refletiu sobre a relação entre dor e literatura. “Chorei do começo ao fim”, disse a autora, ao recordar momentos significativos de sua vida.

A Flip 2025, que homenageia Paulo Leminski, continua a ser um espaço de reflexão sobre a literatura e suas intersecções com a vida e o sofrimento. O evento, que se estende até 3 de agosto, promete mais debates instigantes e emocionantes.

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