Javier “Chicharito” Hernández, jogador de futebol mexicano, gerou polêmica ao publicar um vídeo em que faz declarações misóginas, acusando as mulheres de “destruírem a masculinidade”. O post, compartilhado em suas redes sociais, provocou reações intensas, incluindo críticas de figuras públicas e do público em geral.
No vídeo, Chicharito defende papéis tradicionais de gênero, afirmando que as mulheres devem “responsabilizar-se de sua energia” e permitir que os homens as liderem. As reações foram rápidas e contundentes, com críticas de mulheres, como integrantes do time feminino do Chivas, e até da presidente do México, Claudia Sheinbaum. A indignação se estende a homens que reconhecem que tais discursos não são baseados em amor, mas em um profundo ressentimento e ódio.
Esse tipo de retórica não é isolado. O contexto atual no México, marcado por uma crescente violência contra mulheres, torna essas declarações ainda mais preocupantes. A normalização de discursos misóginos, especialmente por figuras públicas, pode legitimar comportamentos violentos e reforçar a dominação masculina.
Além disso, o fenômeno dos “bros” e influenciadores masculinistas tem ganhado força, promovendo uma visão distorcida da masculinidade e atacando o feminismo. Essa dinâmica é alimentada por líderes políticos que utilizam a misoginia como ferramenta eleitoral, criando um ambiente propício para a disseminação de ideias que deslegitimam as conquistas feministas.
A repercussão do vídeo de Chicharito ilustra como a violência de gênero e a misoginia estão interligadas, refletindo um retrocesso nas discussões sobre igualdade de gênero. As redes sociais, ao mesmo tempo que amplificam essas vozes, também servem como plataforma para a resistência e a luta contra a opressão.
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