Artur Gomes da Silva Neto, ex-auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de São Paulo, foi preso em agosto por suspeitas de corrupção. Recentemente, documentos revelaram que ele criou um “projeto federal” para ajudar a Ultrafarma a obter créditos tributários fora do estado paulista. Sua prisão foi convertida em preventiva.
Os e-mails encontrados na caixa de entrada de Artur mostram que ele enviou detalhes de um acordo entre a Ultrafarma e a Providence Consultoria Tributária Digital, com sede em Santa Catarina. O objetivo do projeto era a “minimização de riscos” junto à Receita Federal e a validação de créditos tributários. O Ministério Público considera que essa “terceirização” da atuação de Artur é uma estratégia para encobrir e expandir atividades ilícitas.
Artur foi preso junto com o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop. Atualmente, apenas o ex-auditor permanece detido. Outras empresas, como a Rede Nós e a Kalunga, também estão sob investigação. A Promotoria de São Paulo obteve os documentos após a quebra de sigilo telemático autorizada pela Justiça.
O governador Tarcísio de Freitas anunciou o afastamento de seis auditores fiscais suspeitos de corrupção e instaurou um procedimento administrativo para verificar irregularidades. A Ultrafarma declarou que está colaborando com as investigações, enquanto a Providence Consultoria nega envolvimento com a Ultrafarma. A exoneração de Artur da Secretaria da Fazenda foi publicada no Diário Oficial, mas a Justiça não aceitou o pedido de liberdade feito pela defesa.
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