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PF desmantela esquema de fraudes no INSS e prende principal suspeito ‘Careca’

Antônio Carlos Camilo Antunes e Maurício Camisotti são presos por fraudes no INSS, com prejuízos de R$ 6 bilhões e bens de luxo apreendidos

Careca do INSS (Foto: Reprodução)
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A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (12), Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti. Ambos são investigados por liderar um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com prejuízos estimados em R$ 6 bilhões. A operação, parte da Operação Sem Desconto, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações revelaram que Antunes movimentou R$ 12,2 milhões em apenas 129 dias. Ele é acusado de utilizar suas 22 empresas como intermediárias financeiras para desviar recursos de aposentados e pensionistas. A PF identificou que R$ 53 milhões foram recebidos de associações ligadas a aposentados, com R$ 9 milhões transferidos diretamente a pessoas vinculadas ao INSS.

Apreensões e Desdobramentos

Durante a operação, a PF cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal. Foram apreendidos bens de luxo, incluindo uma Ferrari e uma réplica de Fórmula 1, além de obras de arte e armas. A ação também incluiu buscas no escritório do advogado Nelson Willians, que é investigado por sua relação com os empresários.

A prisão de Antunes e Camisotti ocorre em um momento crítico, já que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos suspeitos. Antunes deve depor na próxima segunda-feira (15), enquanto Camisotti será ouvido em 18 de outubro.

Implicações do Esquema

O esquema investigado envolvia descontos indevidos em aposentadorias, com sindicatos e associações cobrando valores sem autorização. A PF apura que 70% das entidades autorizadas a realizar esses descontos não apresentaram a documentação necessária ao INSS. A operação visa desmantelar uma rede que prejudicou milhões de aposentados e pensionistas, destacando a gravidade das fraudes no sistema previdenciário brasileiro.

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