O Mount Sinai Health System informou, na sexta-feira, que recebeu uma intimação de um grand jury exigindo informações sobre pacientes adolescentes que receberam tratamentos relacionados à identidade de gênero. A ação faz parte de uma investigação federal em andamento. O pedido foi feito pela Justiça dos Estados Unidos, no distrito norte do Texas, segundo as próprias entidades.
O Mount Sinai tornou-se o segundo sistema hospitalar de Manhattan a confirmar uma apuração federal sobre tratamentos de transição de gênero para menores. Na semana anterior, o NYU Langone já havia divulgado ter recebido uma intimação semelhante para identificar pacientes com menos de 18 anos que receberam tais tratamentos desde 2020.
Segundo o Mount Sinai, a instituição não divulgou detalhes sobre a possibilidade de contestar a intimação. A spokeswoman Lucia Lee afirmou que, caso seja obrigada a produzir registros, a previsão é fornecer apenas informações desidentificadas, com dados de identificação removidos.
O Mount Sinai também informou que, conforme a legislação de Nova York, é necessário notificar os pacientes afetados caso os registros venham a ser produzidos. A comunicação aos pacientes, porém, dependerá do conteúdo efetivamente entregue pela força-tarefa federal.
Contexto e próximos passos
A administração federal tem adotado posicionamentos contrários a tratamentos de transição de gênero para menores, defendendo que impactos sobre crianças podem ser prejudiciais. As informações recebidas pelos hospitais estão sob análise para esclarecer a extensão da investigação.
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