Andrei Roman, CEO do Instituto AtlasIntel, afirmou nesta segunda-feira 8/6 que a empresa seguirá consolidando sua atuação global, mesmo com a decisão do TSE de suspender a divulgação de um levantamento sobre Flávio Bolsonaro. A medida foi anunciada pelo ministro Kassio Nunes Marques.
A pesquisa, veiculada originalmente em 19 de maio, indicava queda nas intenções de voto do pré-candidato à Presidência pelo PL. O ministro determinou a suspensão imediata da divulgação e do impulsionamento até que a regularidade metodológica fosse verificada.
Roman alegou que a AtlasIntel enfrenta ataques quando os resultados não agradam. Em post no X, o empresário afirmou que a reputação se constrói com trabalho árduo e citou históricos de confrontos com a esquerda e com a direita para sustentar a credibilidade da empresa.
Contexto e decisão do TSE
O TSE avaliou 27 pesquisas anteriores da AtlasIntel e concluiu que este levantamento apresentava elementos metodológicos incomuns, incluindo o uso de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, o que poderia ter contaminado os resultados.
A liminar parcial também aponta que os dados não podem ser mantidos nos canais oficiais da AtlasIntel enquanto a regularidade for verificada. A decisão visa evitar danos caso a pesquisa extrapole limites estatísticos.
Desdobramentos e histórico da AtlasIntel
Segundo o TSE, não há evidência de irregularidades em pesquisas anteriores da AtlasIntel. A entidade, segundo o tribunal, teria mostrado consistência metodológica em outros trabalhos, o que reforça a avaliação de exceção neste caso específico.
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