Em uma sessão especial pelo Dia Mundial dos Oceanos, debatidos os efeitos da poluição e do plástico nos mares e o papel do Brasil na conservação oceânica. O encontro ocorreu nesta segunda-feira (8), em Brasília, com participação de autoridades e pesquisadores.
O evento foi aberto pelo senador Nelsinho Trad, responsável pelo requerimento de comemoração, que enfatizou a necessidade de conciliar progresso econômico com equilíbrio ambiental. A conversa destacou a importância dos oceanos para a economia e para a estabilidade do clima global.
Participação do governo e da Marinha
A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente ressaltou que a data inspira reflexão sobre o papel dos mares na habitabilidade da Terra e elogiou o oceano brasileiro como motor econômico. Ela sinalizou o compromisso com conservação, uso sustentável e governança.
O contra-almirante Robledo de Lemos Costa Sá enfatizou a gestão integrada do oceano, defendendo atuação conjunta entre poder público, ciência, indústria, sociedade civil e pessoas. A visão é planejar o uso com soberania e responsabilidade.
Ponto de partida para a agenda legislativa
O presidente da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar destacou a necessidade de ações concretas para proteção de corais, apontando a ameaça global representada pelos plásticos.
Uma professora da UnB elogiou o avanço do Senado na ratificação de acordos internacionais sobre biodiversidade marinha, mas cobrou que tratados se transformem em resultados nacionais, especialmente no planejamento espacial marinho.
Perspectivas e metas
A representante da plataforma PainelMar destacou a importância do Congresso para o futuro do oceano, mencionando preocupações com propostas de mineração que poderiam reduzir áreas de conservação e destacar compromissos como a Meta 30×30.
O diretor-geral da Oceana Brasil reforçou a necessidade de reduzir a produção de plásticos descartáveis e apontou o Brasil entre os maiores poluidores da América Latina, enfatizando impactos transfronteiriços.
Voz de quem vive o oceano
A velejadora Heloísa Schürmann traçou a evolução da crise ambiental, enfatizando que o oceano perdeu estabilidade ao longo de décadas. Ela lembrou que a poluição e as mudanças climáticas afetam comunidades que dependem do mar.
Pescadores artesanais deram o tom das dificuldades enfrentadas pela base tradicional, cobrando respeito ao conhecimento tradicional na formulação de políticas para o oceano e para mudanças climáticas.
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