O plenário do Tribunal Superior Eleitoral analisa nesta terça-feira 9 de junho a liminar que suspendeu a divulgação de uma pesquisa do AtlasIntel. O levantamento apontava queda de cinco pontos nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, após o vazamento de um áudio em que ele pedia dinheiro para financiar o filme Dark Horse, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi proferida pelo ministro Nunes Marques, a pedido do PL, na avaliação de indícios de indução ao eleitor.
A pesquisa ouviu 5.032 eleitores em todo o Brasil entre 13 e 18 de maio, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O PL sustenta que o questionário foi estruturado para induzir respostas negativas e criar uma narrativa acusatória sobre Flávio. Entre os pontos destacados estão 8 das 49 perguntas que mencionavam o Banco Master de forma sequencial.
O ministro Nunes Marques ressaltou suspeitas de indução ao eleitor nos questionamentos. Alega ainda que houve uso de áudio da conversa entre Flávio Bolsonaro e o empresário Vorcaro, ligado ao financiamento do filme, o que pode comprometer a neutralidade do estudo. O histórico da AtlasIntel também foi apontado, com a defesa de que outras pesquisas não apresentaram padrão semelhante.
Conteúdo técnico e documentos
A AtlasIntel tem prazo de dois dias para apresentar documentação que justifique a metodologia e o uso do áudio. Em seguida, o Ministério Público Eleitoral deverá se manifestar. O CEO Andrei Roman afirmou que a AtlasIntel segue buscando reconhecimento global, apesar da decisão.
Em nota, o instituto sustentou que diversas pesquisas subsequentes indicaram o mesmo impacto do episódio sobre as intenções de voto. A órgão reiterou que os respondentes tiveram acesso a conteúdos sobre Flávio Bolsonaro apenas após concluírem as perguntas de intenção de voto e que o sistema não permitia retornar ao questionário para alterar respostas.
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