O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse acreditar que os Estados Unidos tentarão interferir nas próximas eleições brasileiras para favorecer Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada durante entrevista ao Inteligência Ltda. Podcast, divulgada nesta quinta-feira (30), em meio ao aumento da tensão diplomática entre Brasil e EUA por causa do tarifaço anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Ao comentar a possibilidade de influência estrangeira no processo eleitoral, Lula disse que não vê risco para a soberania do país, mas acredita em uma tentativa de apoio político ao campo da oposição.
“Eles [EUA] vão tentar interferir aqui tentando ajudar o lado de lá ganhar as eleições”, afirmou. Em seguida, acrescentou que Trump já manifestou apoio ao senador: “Ele já disse isso [que vai apoiar Flávio]. Ele e muito mais o Marco Rubio, que é o secretário de Estado com ele. Eu não estou preocupado com isso”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse acreditar que os Estados Unidos tentarão interferir nas próximas eleições brasileiras para favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada durante entrevista ao Inteligência Ltda. Podcast, divulgada nesta quinta-feira (30), em meio ao aumento da tensão diplomática entre Brasil e EUA por causa das novas tarifas anunciadas recentemente pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Ao comentar a possibilidade de influência estrangeira no processo eleitoral, Lula disse que não vê risco para a soberania do país, mas acredita em uma tentativa de apoio político ao campo da oposição.
“Eles [EUA] vão tentar interferir aqui tentando ajudar o lado de lá ganhar as eleições”, afirmou. Em seguida, acrescentou que Trump já manifestou apoio ao senador: “Ele já disse isso [que vai apoiar Flávio]. Ele e muito mais o Marco Rubio, que é o secretário de Estado com ele. Eu não estou preocupado com isso”, declarou.
Lula, porém, disse ter tido uma boa reunião com o presidente dos EUA em maio, embora Trump nunca tenha respondido às propostas de cooperação que ele apresentou. O petista afirmou que o governo pretende reagir às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. “Nós vamos enfrentar ela [as tarifas]”, declarou.
Sem citar Flávio e Eduardo Bolsonaro diretamente, Lula criticou integrantes da oposição que, segundo ele, atuam contra os interesses do país. “Esse país não pode viver na base da mentira. Você veja agora os filhos [de Bolsonaro]. Foram para os EUA trabalhar contra o Brasil”, disse.
Durante a entrevista, Lula também acusou os Estados Unidos de tentarem ampliar sua influência sobre a região. “Eles querem que a América Latina volte a ser quintal dos EUA“, afirmou. O presidente ainda prometeu responder às críticas direcionadas ao Brasil: “Cada mentira que contaram sobre o Brasil nós vamos desmascarar”.
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Comentários sobre investigação envolvendo o filho
A entrevista foi gravada antes do ministro do STF André Mendonça autorizar a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeita de atuação irregular para favorecer um lobista em negociações no Ministério da Saúde.
Questionado sobre as acusações envolvendo o filho, Lula afirmou que ele não terá tratamento diferenciado. “Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa, como eu fui. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei pra um delegado, um juiz, não fazer a coisa certa.”
O presidente acrescentou que apoiará o filho caso ele seja inocente, mas defendeu punição caso haja comprovação de irregularidades. “Se ele tiver certo, ele terá minha ajuda. Se fizer coisa errada, ele sabe as coisas que eu passei.” Lula ainda afirmou: “Ele não tem o direito de errar, ele sabe disso. Ele jura para mim todo dia, e eu acredito nele.”
“Se for julgado, ele virá para cá. Não vai ficar escondido não. Não vou utilizar meu cargo para proteger. Ele vai vir para cá. Ele vai ter que provar que ele é inocente como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter pagar o que todo mundo tem que pagar quando erra”, completou.
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Lava jato
Lula voltou a se defender sobre a investigação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato, em 2018. “Eu provei que o apartamento no Guarujá não era meu. Eles não provaram que era meu”, declarou.
Segundo o presidente, sua decisão de permanecer no Brasil durante as investigações teve como objetivo demonstrar inocência: “Fiquei 180 dias presos e esperei. Quando surgiu a Lava Jato, eu poderia ter saído do Brasil. Poderia ter feito como fazem os ‘honestos’ dos filhos do Bolsonaro.”
O petista também disse guardar mágoa de pessoas que, segundo ele, apoiaram o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol sem posteriormente reconhecer os erros do processo.
Ele afirmou ainda que recusou propostas para deixar a prisão mediante acordo porque queria aguardar o julgamento para provar sua inocência. “Como eu tinha convicção, eu não quis contratar nem advogado criminalista. Quem tá comigo aqui sabe a pressão que eu sofri porque eu contratei o Zanin para ser meu advogado. Ele não era criminalista.”
“E você sabe porque eu não contratei criminalista? Eu acho que criminalista não sabe defender inocente. Criminalista defende bandido. E foi assim que eu venci, com muita teimosia. Minha mulher queria que eu saísse com acordo [da prisão], meus filhos, e eu falei: não saio”, afirmou.
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