A Biotechnology no espaço ocupou a agenda da Estação Espacial Internacional nesta terça-feira, com a tripulação da Expedição 74 instalando e ativando experimentos entregues pelo cargueiro Cygnus XL da Northrop Grumman. O objetivo é avançar tratamentos médicos e oportunidades econômicas no espaço, além de explorar aplicações na Terra.
Faltando poucos dias para a cerimônia, os engenheiros de voo Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia, e Jack Hathaway, da Nasa, processaram amostras de células-tronco sanguíneas para entender a fabricação de maior quantidade de células clínicas em microgravidade. O estudo pode aprimorar terapias para doenças sanguínas e câncer, além de expandir o comércio espacial.
Ainda na mesma missão, a dupla ativou o microscópio de fluorescência KERMIT, no módulo Destiny, para permitir que pesquisadores na Terra observem efeitos da microgravidade nas células-tronco. Em seguida, Jessica Meir e Chris Williams montaram o experimento DNA Nano Therapeutics-3 no Life Science Glovebox do módulo Kibo, para explorar a montagem de nano-terapias.
Paralelamente, Meir configurou o Bio-Analyzer, da Agência Espacial Canadense, e testou o equipamento de análise de propriedades moleculares de amostras biológicas. O equipamento foi utilizado para um estudo de física sobre armazenamento de fluidos cryogênicos, relevantes para combustível e suporte à vida.
Na sala de comando, Williams, o comandante Sergey Kud-Sverchkov e o cosmonauta Sergei Mikaev realizaram um treino de evacuação no Soyuz MS-28, simulando uma saída de emergência com supervisão de controladores russos. O objetivo é manter a prontidão da tripulação em situações críticas.
No segmento russo, o engenheiro Andrey Fedyaev instalou software adicional no laptop da Nauka para controle aperfeiçoado da garra robótica europeia, além de manter sistemas de encanamento e ventilação da estação ao longo do dia. O trabalho reforça a operação estável do laboratório orbital.
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