A dupla de estudos publicada no PubMed Central aborda o papel de tecnologias de retração de pele baseadas em plasma no manejo cirúrgico da ginecomastia e do lipedema. As pesquisas destacam a aplicação de plasma para melhorar o contorno corporal após a remoção de tecido adiposo, reduzindo a pele flácida.
No estudo sobre ginecomastia, participaram 45 pacientes distribuídos em três grupos: lipoaspiração tradicional, lipoaspiração assistida por ultrassom (VASER) e a combinação de VASER com J-Plasma, uma tecnologia de plasma. A condição envolve aumento do tecido mamário em homens, apresentando desafio de retração de pele.
O segundo estudo avaliou contorno de braços em pacientes com lipedema. Os resultados mostraram redução da ptose em todas as avaliações pós-operatórias, com melhora acentuada aos 10 dias e estabilização aos 30 dias. Ao final, houve queda de 29% na flacidez ao longo do acompanhamento.
Sobre o funcionamento do plasma na cirurgia
O Argoplasma utiliza uma cânula sob a pele, liberando energia de radiofrequência associada a argônio para gerar plasma. Os efeitos são: retração imediata das fibras de colágeno e estímulo à produção de novas fibras, melhorando firmeza e elasticidade em meses.
Segundo o cirurgião plástico Fernando Zeraik, as publicações fortalecem a prática clínica ao mostrar que a cirurgia não se resume a remover gordura, mas a entregar resultado mais harmonioso. Ele ressalta a necessidade de avaliação individualizada em cada caso.
Implicações e contexto clínico
A ginecomastia pode atuar entre os 32% e 65% dos homens em fases distintas, com pico na puberdade e na idade avançada. O lipedema afeta principalmente mulheres, com atraso diagnóstico comum, que pode chegar a uma década.
Os estudos indicam que as técnicas com plasma reduzem a necessidade de cirurgias adicionais, promovendo retração mais eficaz com menor trauma. A associação entre técnicas de retração e lipoaspiração aparece como caminho para melhorar resultados estéticos sem aumentar a invasividade.
Considerações finais para a prática
A consolidação dessas evidências aponta para protocolos mais seguros e eficazes. O uso de plasma deve respeitar a indicação clínica, sem extrapolar limitações. O julgamento do cirurgião, aliado a evidências, mantém o foco em resultados reais e éticos.
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