O uso de gordura de doador em preenchimento estético ganhou espaço nos EUA, ainda sem aprovação na Austrália. O procedimento envolve aplicar tecido adiposo humano de pessoas falecidas para aumentar o volume facial, buscando reduzir invasividade e tempo de recuperação.
No país, apenas um grupo seleto de cirurgiões estéticos utiliza o preenchimento com tecido adiposo de cadáveres. Não há registros de produtos aprovados pela Therapeutic Goods Administration na Austrália. A prática permanece sem dados robustos de longo prazo.
Não há dados de grandes estudos randomizados sobre segurança e eficácia. Especialistas ressaltam a necessidade de ensaios controlados para evitar efeitos de placebo e confirmar resultados a longo prazo.
Segurança e eficácia
O método exige tratamento prévio do tecido para reduzir rejeição imunológica. O preenchimento é descrito como um molde que, ao ser inserido, é gradualmente preenchido pelo próprio tecido do paciente ao longo do tempo. Mesmo assim, especialistas alertam para riscos, como infecção, falha de integração e complicações cirúrgicas.
As preocupações éticas envolvem consentimento e uso de tecidos de corpos doados. Há questionamentos sobre o conhecimento dos doadores sobre o destino do material e o impacto em padrões de imagem corporal. Profissionais destacam ainda impactos potencialmente negativos na percepção de corpo ideal.
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