O grupo de arqueólogos liderado pelo Projeto de Escavação El Araj anunciou avanços na cidade de Betsaida, na região de BetSaidá, em Israel. A equipe informou que a casa associada a São Pedro está localizada sob uma basílica bizantina, em uma área escavada desde 2016. O trabalho busca confirmar a relação entre o sítio e a antiga Betsaida citada no Novo Testamento.
O diretor acadêmico Steven Notley apresentou os resultados em Washington, durante um evento do Catholic Information Center, em 5 de maio. A operação, financiada de forma privada, envolve voluntários e já revelou vestígios do primeiro século sob a abside da basílica.
Notley acrescentou que, em 2018, surgiram os restos de uma basílica da era bizantina, e que, em 2023, foi identificada uma casa do primeiro século logo sob a abside. Os registros históricos de Willibald, bispo do século VIII, mencionam uma igreja construída sobre a casa de Pedro e André, o que corrobora parte das hipóteses da equipe.
Progresso e evidências
Entre as descobertas, houve a confirmação de um mosaico de 2022 com a inscrição dedicada aos apóstolos e seus familiares, indicando a ligação com a área. Em 2023, um incêndio florestal permitiu que a vegetação fosse removida, facilitando a identificação de colunas e estruturas previamente ocultas.
Notley afirmou que a equipe identificou uma estrutura de primeira metade do século I sob a abside, com cerâmica correspondente ao período e pesos de pesca da mesma era. A leitura arqueológica aponta para uma casa do período apostólico, embora sem placas que indiquem ocupação específica de Pedro.
A escavação continua em El Araj, com suporte de pesquisa acadêmica internacional. O objetivo é consolidar a localização de Betsaida como a cidade galileia descrita nos relatos bíblicos, conectando achados materiais ao contexto histórico da região.
Participação e financiamento
A participação é aberta a voluntários, segundo Notley, e o projeto opera com financiamento privado. Interessados podem buscar informações de participação no site da escavação. A equipe destaca a relevância de dados estruturais, cerâmicas e itens de uso cotidiano para entender o cenário do século I.
Entre na conversa da comunidade