A turmalina Paraíba, descoberta no Brasil, ganhou notoriedade ao exibir brilho azul neon com tons verde-piscina. A pedra, raríssima e cara na alta joalheria, difere das turmalinas comuns pela composição química única.
A coloração elétrica resulta da presença de cobre e manganês na sua rede cristalina, ao contrário de muitas turmalinas coloridas por ferro. Laboratórios internacionais, como o GIA, certificam a autenticidade pela química da gema.
A descoberta ocorreu em 1989, na Paraíba, na mina da Batalha. A extração é artesanal, feita em pegmatitos profundos, e os exemplares com frequência não passam de poucos quilates.
Origem, autenticidade e definição
O termo Paraíba passou a representar cor e composição, não apenas localização. Além do Brasil, outras minas passaram a produzir turmalinas com cobre, mas a denominação continua associada à característica luminosa.
- Composição química: silicato com cobre e manganês.
- Cores exigidas: azul neon, verde-menta ou azul turquesa.
- Dureza: 7,0 a 7,5 na escala de Mohs.
- Fenômeno: luminescência interna visível mesmo em pouca luz.
Impacto na indústria e no valor
A pedra abriu espaço para novas criações de marcas como Dior e Tiffany, ampliando a paleta de cores disponível para joalheria de alto padrão. O preço por quilate acompanhou a valorização ao longo de décadas.
A Paraíba tornou-se um ativo de luxo, guardado em cofres de colecionadores pela sua raridade e histórico geológico. A mina original já mostra sinais de esgotamento de grandes achados superficiais.
Futuro da exploração no Brasil
A extração atual envolve rocha dura, elevando custos e riscos. A indústria acompanha mudanças tecnológicas para manter a produção de gemas autênticas, mantendo o esforço de pesquisa e certificação.
Entre na conversa da comunidade