O arquipélago de Moleques do Sul, a cerca de 8 km da costa de Florianópolis, abriga o preá-de-Moleques-do-Sul, considerado o mamífero mais raro do mundo. A ilha, com pouco mais de dez hectares, sustenta a menor distribuição geográfica entre espécies terrestres.
Integrante do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a área abriga uma população estimada entre 40 e 60 indivíduos. O número varia conforme alimento disponível e condições ambientais, tornando a espécie muito vulnerável a perturbações locais.
Descoberto na década de 1980, o animal recebeu esse nome após análise de ossadas encontradas por pesquisadores. Visualmente lembra um porquinho-da-índia e é classificado como criticamente em perigo em nível global, nacional e estadual.
A sobrevivência do preá é influenciada pela escassez de recursos naturais, já que não há predadores conhecidos na ilha. A população oscila conforme a oferta de gramíneas, sua base alimentar, e cresce ou encolhe com o alimento disponível.
A origem da espécie remonta a cerca de 8 mil anos, quando a elevação do nível do mar isolou populações de preás em topos de morros que viraram ilhas, impulsionando a especiação.
Hoje, os animais ocupam apenas 4 hectares de vegetação aberta na ilha. Eles se ocultam durante o dia e se alimentam nos períodos de menor calor.
Conservação e gestão
O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro foi criado na década de 1970 para preservar o habitat antes da descoberta da espécie. O estado mantém um plano de conservação com fiscalização constante da Polícia Militar Ambiental e da Marinha.
Acesso e proteção
O desembarque de turistas é proibido no arquipélago, classificado como zona intangível. O acesso é restrito a pesquisadores para evitar introdução de patógenos, sementes invasoras ou riscos de incêndio.
Conter qualquer interferência humana é crucial, pois o sistema imunológico do roedor evoluiu isoladamente. A detecção de fogueiras na ilha é motivo de alerta para autoridades e pesquisadores.
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