O caso de uma mulher de 48 anos que morreu após um procedimento estético na zona sul de São Paulo acende o debate sobre o uso do PMMA como preenchedor. O produto foi aplicado nos glúteos e nas coxas, segundo informações preliminares. A Polícia Civil investiga a ocorrência como morte suspeita, reforçando a necessidade de avaliação médica criteriosa e de profissionais habilitados.
O PMMA, quando utilizado de forma inadequada, pode provocar infecções, rejeições, nódulos, inflamações e necrose de tecidos. O episódio recente reacende a discussão sobre a segurança do material em procedimentos estéticos.
A jornalista Juliane Massaoka, repórter do Mais Você, relatou no programa quase ter perdido parte do nariz em uma cirurgia para retirada de PMMA. O material havia sido aplicado anteriormente sem consentimento, e a reconstrução do nariz ocorreu durante cirurgia para correção de desvio de septo.
Dados sobre PMMA e riscos
A Anvisa manteve a autorização do PMMA como substância preenchedora, conforme Nota Técnica nº 3/2025. A agência rejeitou o pedido do CFM para restringir o uso, afirmando que o material tem perfil de risco-benefício aceitável quando aplicado por profissionais habilitados e em condições adequadas.
Especialistas destacam que o PMMA pode ser indicado para correções de deformidades, traumas ou síndromes congênitas, além da suplementação de grupos musculares como glúteos. Em comparação com outros preenchedores, estudos indicam alta taxa de segurança quando bem aplicado.
Cuidados e contraindicações
Entre as contraindicações estão doenças reumatológicas ativas, como lúpus, e pacientes com implantes de silicone na região tratada. Em casos de implantes, existe o risco de perfuração da prótese durante a aplicação do produto.
Para o pós-operatório, recomenda-se repouso e evitar sentar sobre a região tratada em bioplastias glúteas. O uso de antibióticos e anti-inflamatórios deve seguir orientação médica, assim como critérios de antissepsia para reduzir riscos.
Entre na conversa da comunidade