O médico Victor Bechara, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, avaliou adesivos de silicone para o colo como método auxiliar para reduzir rugas durante o sono. Segundo ele, o produto atua como barreira física que immobiliza a pele e retém hidratação, contribuindo para diminuir a tensão local. Os adesivos não substituem tratamentos profundos.
Bechara explica que o silicone cria um ambiente hidratante e livre de atrito, o que favorece a circulação local e a organização da matriz de colágeno. A hidratação constante modula sinais celulares, como citocinas, ajudando a manter a pele mais estável ao longo do tempo.
O efeito imediato é temporário, com duração de sete a oito horas, conhecido como efeito Cinderela. Caso o uso seja suspenso, as linhas associadas à posição de dormir podem retornar nas noites seguintes, segundo o dermatologista.
Benefícios e limitações
A dupla face do adesivo fica na prevenção da formação de rugas ao reduzir as forças de tensão. No entanto, não há estímulo à produção de colágeno a longo prazo, nem reversão de danos estruturais como elastose solar ou flacidez do colo.
Entre os riscos, destacam-se dermatite de contato e alergias, principalmente com uso repetido ou em pele sensível. Pessoas com ferimentos, infecções ativas ou alergias conhecidas aos componentes devem evitar o produto.
Bechara orienta que o adesivo não é indicado para quem já apresenta pele sensibilizada. Em caso de qualquer reação, o uso deve ser interrompido e avaliação médica buscada.
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