A pesquisa publicada na revista The BMJ revela que o modo de preparo da batata influencia o risco de diabetes tipo 2. O estudo avaliou mais de 200 mil adultos ao longo de quase 40 anos, explorando diferentes formas de consumo do alimento.
Conduzido por Seyed Mohammad Mousavi em 2025, o trabalho comparou batatas fritas com versões cozidas, assadas e em purê. Os dados indicam que a associação com diabetes varia conforme o método de preparo.
Os pesquisadores acompanharam profissionais de saúde dos Estados Unidos entre 1984 e 2021, com questionários periódicos sobre alimentação. Ao todo, mais de 22 mil casos de diabetes tipo 2 foram identificados.
Paralelamente, a análise de substitutos mostrou que trocar parte do consumo de batatas por grãos integrais reduziu o risco da doença. Aveia, arroz integral, cevada, trigo integral e quinoa foram citados.
Em contraste, substituir batatas por arroz branco aumentou a incidência de diabetes, sugerindo que o contexto alimentar importa mais do que o alimento isolado.
Um editorial da mesma publicação ressalta que batatas não devem ser avaliadas como um grupo único. Preparos cozidos, assados ou em purê mantêm nutrientes relevantes, como fibras, vitamina C e magnésio.
Além disso, os autores destacam o menor impacto ambiental das batatas quando comparadas a outros alimentos, reforçando a necessidade de considerar preparo e substitutos nas recomendações nutricionais.
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