O que há de novo na alimentação: pesquisa internacional aponta que a qualidade das escolhas pode superar o volume de consumo. Estudo realizado por cientistas britânicos e norte-americanos sugere que selecionar alimentos ricos em flavonoides é decisivo para a saúde cardiovascular.
A pesquisa acompanhou mais de 30 mil voluntários nos Estados Unidos e no Reino Unido. Biomarcadores foram usados para medir a ingestão real de flavonoides e sua relação com indicadores de saúde do coração.
O estudo, publicado em 8 de setembro na revista Food & Function, mostrou que a maioria não atinge níveis adequados de flavonoides, mesmo entre quem segue as diretrizes de cinco porções diárias de frutas e vegetais. O que importa é a qualidade das escolhas diárias.
Entre as fontes destacadas estão cranberries, amoras, favas e cerejas, além do chá verde, apontado como importante fonte natural. A combinação desses itens ao longo do dia pode elevar a ingestão e favorecer a saúde cardiovascular.
Parcialmente, os números apontam quantidades por porção: cerca de 500 g de ameixas rendem ~450 mg de flavonoides, cranberries ~300 mg por 250 g, amoras ~250 mg por 200 g, chá verde ~200 mg por xícara, favas ~140 mg e cerejas ~130 mg.
Outras fontes com menores, porém relevantes, incluem maçã com casca, morango, mirtilo e feijão carioca. Os autores defendem que as diretrizes podem se tornar mais específicas à medida que o entendimento sobre flavonoides cresce.
Implicações para as diretrizes
O professor Gunter Kuhnle, da Universidade de Reading, aponta que a recomendação de cinco porções diárias continua válida, mas com ênfase na diversidade de alimentos. A pesquisa sugere que perfis nutricionais distintos oferecem benefícios variados.
A equipe ressalta que futuras orientações poderiam ajustar escolhas diárias com base nos flavonoides absorvidos, mantendo o objetivo de prevenção de doenças cardíacas. O estudo é visto como um passo para transformar a prática dietética.
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