Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Robô permite que fisioterapeuta compartilhe movimentos com paciente

TEPI sincroniza movimentos entre fisioterapeuta e paciente por exoesqueletos, com retorno tátil; estudo piloto mostra limitações de escala e custo

exoesqueleto - (crédito: Divulgação/Shirley Ryan AbilityLab)
0:00
Carregando...
0:00

Um sistema robótico desenvolvido por pesquisadores da Universidade Northwestern e do Shirley Ryan AbilityLab conecta, em tempo real, os movimentos de fisioterapeuta e paciente por meio de exoesqueletos acoplados às pernas. Batizado de TEPI, ele permite que a condução da marcha seja compartilhada durante as sessões de reabilitação após AVC.

Os resultados, divulgados na revista Science Robotics em 18 de junho, indicam melhoria na marcha em comparação com técnicas tradicionais de fisioterapia. Dois exoesqueletos sincronizados por software ligam os quadris e joelhos dos envolvidos, transmitindo a ação do terapeuta ao paciente e oferecendo feedback tátil.

Fisioterapeutas passam a sentir como o paciente se move, ajustando a assistência em tempo real. Isso favorece correções durante a caminhada e reduz a dependência de trajetórias pré-programadas, comum em exoesqueletos convencionais.

A pesquisa contou com 8 participantes com sequelas crônicas de AVC. Cada um realizou, em dias diferentes, sessões de 30 minutos com TEPI e com fisioterapia convencional, para comparação de resultados.

Mais da metade dos pares de diferentes métodos mostrou melhoras na cadência, no equilíbrio e na amplitude de movimento das pernas, segundo os autores, que destacam a necessidade de cautela ao interpretar os achados. O grupo ainda não comprova ganhos a longo prazo.

Limitações de escala e efeitos a longo prazo

O estudo é de fase inicial, com grupo pequeno, e não demonstra se as melhorias persistem após o fim do tratamento. Pesquisadores enfatizam que é preciso seguir com ensaios maiores e acompanhamento prolongado.

Barreiras de custo e treinamento

O uso de dois exoesqueletos aumenta o custo e exige formação específica de profissionais. A adoção em larga escala depende da redução de preços e da simplificação da interface entre robô e terapeuta.

Limitações técnicas

O modelo testado atua apenas em quadril e joelho, sem tornozelo nem suporte de equilíbrio lateral. A velocidade de caminhada foi de 0,2 m/s por razões de segurança, inferior ao ritmo diário dos pacientes. Futuros estudos testarão velocidades maiores e atividades cotidianas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais