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Coxinha esverdeada da Copa viraliza; especialista comenta

Especialista alerta que coloração verde pode indicar contaminação; higiene, controle térmico e armazenamento adequado acima de sessenta °C são cruciais

Post que viralizou nas redes sociais mostra coxinhas com coloração esverdeada expostas em uma vitrine; especialista explica quando a mudança de cor pode indicar risco
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Um registro inesperado em uma vitrine de padaria ganhou visibilidade nas redes nesta semana. No dia 18 de junho, um post com duas coxinhas de frango com catupiry, vendidas por R$ 12,90, mostrava uma cor esverdeada. A imagem circulou no X, gerando mais de 389 mil visualizações.

O conteúdo reproduce o print de um story de usuário identificado como @nil_oadotado e trazia a legenda explicando que a tonalidade seria relacionada à Copa do Mundo, em tom de humor. O episódio gerou debates entre internautas sobre o preço e a adequação do marketing, sem revelar a localização do estabelecimento.

Especialistas alertam para a importância de distinguir entre estética e segurança alimentar. A mudança de cor pode ter origens distintas, envolvendo ingredientes naturais ou questões de contaminação. A avaliação do consumidor deve considerar odor, sabor, aspecto interno e armazenamento.

Além da aparência: os sinais que indicam risco

A nutricionista Deborah Leão, da UNIFACS, explica que a coloração pode decorrer de vegetais na massa ou de uma colorante temática, mas também pode indicar microrganismos. A análise visual sozinha não basta para confirmar a segurança do alimento.

Para definir se o alimento está próprio para consumo, é preciso observar o conjunto: odor, sabor, consistência interna e, sobretudo, as condições de armazenamento do estabelecimento. O manejo térmico é determinante para a conformidade sanitária.

Alimentos expostos em balcões devem permanecer acima de 60°C, com tempo máximo de exposição de seis horas, desde que haja controle de temperatura contínuo. O tempo de preparo pré-armazenamento também é relevante: itens prontos podem ficar fora de refrigeração por até duas horas antes de serem resfriados.

Em panificação, após o resfriamento, os produtos podem ser mantidos em refrigeradores a 4°C por até cinco dias, desde que a operação mantenha a temperatura estável. A constituição da equipe e a higiene também influenciam a segurança alimentar.

Para proprietários, o cuidado está em seguir normas de higiene e controle térmico; para consumidores, a orientação é avaliar o ambiente e interromper o consumo se notar qualquer irregularidade visível ou olfativa.

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