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Pombos podem detectar câncer, aponta estudo

Pombos treinados com tomografias de nódulos pulmonares demonstram capacidade de detectar sinais de câncer, abrindo caminho para novas abordagens diagnósticas

Pombos costumam a ser descritos como pragas de cidades, mas são aves extremamente inteligentes, com capacidade de reconhecer rostos humanos. Um novo estudo analisou sua capacidade de detectar câncer — Foto: Reprodução/Wirestock
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Seis pombos foram treinados para atuar como radiologistas, buscando nódulos pulmonares em imagens de tomografia. O estudo foi publicado em fevereiro na revista Animal Cognition e mostra o potencial das aves para detectar anomalias associadas a câncer.

Os animais aprenderam a diferenciar imagens com nódulos de aquelas sem sinais suspeitos. Em testes, eles apresentaram alto índice de acerto ao identificar padrões de lesões em tomografias que não tinham visto durante o treinamento.

Os pesquisadores destacam que a visão das pombos é estruturalmente parecida com o processamento visual humano não consciente, o que pode explicar parte do desempenho observado. A comparação sustenta a hipótese de percepção automática de sinais.

Pombos foram escolhidos pela semelhança entre seu sistema visual e o humano, incluindo os três tipos de receptores de cor. A escolha facilita o estudo de como percepções não conscientes influenciam diagnósticos.

Além de nódulos pulmonares, as aves também reconheceram sinais de enfisema e de nódulos em vidro fosco, embora não tenham sido treinadas para essas condições. Os resultados indicam capacidade de generalização.

A equipe avaliou que o treinamento poderia potencialmente complementar avaliações médicas, oferecendo uma segunda leitura rápida de imagens de exames. No entanto, os autores ressaltam limitações e a necessidade de mais pesquisas.

Os resultados ganham relevância ao discutir métodos de apoio ao diagnóstico por imagem. A combinação entre inteligência artificial, humanos e animais pode ampliar a detecção precoce de doenças graves.

A pesquisa ressalta ainda a importância de manter padrões de rigor clínico. Não se trata de substituir radiologistas, mas de explorar ferramentas adicionais para detectar anomalias com maior precisão.

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