Há uma tendência crescente de aumentar o consumo de fibras, conhecida como fibermaxxing, que ganhou força nas redes sociais após ter surgido em comunidades de jogos online. O movimento incentiva a ingestão elevada de fibras, seguindo a lógica de outras tendências de bem-estar.
Especialistas destacam que os benefícios das fibras são reais, como melhoria do funcionamento intestinal, controle da glicemia e do colesterol, além de maior saciedade. Contudo, o excesso pode provocar desconfortos e prejudicar a absorção de minerais.
Dados científicos indicam que, sem hidratação adequada, o consumo excessivo de fibras pode provocar dores, gases e constipação. O consumo insuficiente de água reduz o efeito positivo de amolecimento do bolo fecal e aumenta o risco de desconforto.
Para a nutricionista Renata Juliana da Silva, o movimento pode soar como uma tendência extrema, mas também traz a atenção para um nutriente pouco consumido pela população. Ela ressalta que o equilíbrio é fundamental e que há espaço para benefícios moderados.
A recomendação de ingestão varia com idade, sexo e fase da vida. Em adultos, a meta fica entre 25 e 30 g de fibras por dia, enquanto a média brasileira é de cerca de 15 g, segundo dados do IBGE. A estratégia sugerida envolve grãos integrais, frutas, hortaliças, feijões, castanhas e sementes.
Outra linha de estudo aponta vantagens da dieta rica em fibras para a saúde intestinal, metabólica e cardiovascular. A Organização Mundial da Saúde define as fibras como carboidratos complexos que chegam ao intestino grosso intactos, desempenhando papel funcional no organismo.
- Fibras e alimentos fermentados fortalecem a saúde mental
- Benefícios da fibra para o cérebro
- Fibra: a nova proteína e seus impactos no bem-estar
- Quatro maneiras simples de consumir mais fibras
Esses materiais reforçam a necessidade de equilíbrio e orientação profissional para evitar exageros. Profissionais consultados destacam que a fibra continua sendo componente essencial da alimentação, desde que associada a hidratação adequada e diversidade alimentar.
Entre na conversa da comunidade