Hervé Birnie-Scott, engenheiro de viticultura, dirige o domínio Chandon Argentina, adotando uma linha de gestão high-tech. O executivo será o convidado do Big Bang Vin dedicado às inovações tecnológicas no setor, no dia 2 de julho.
Como gerente, Birnie-Scott implementa sensores nas parcelas de Terrazas de Los Andes e sistemas de cartografia para monitorar as vinhas em tempo real. A irrigação de precisão atende às necessidades das plantas com base em dados atualizados, especialmente devido à altitude e às condições climáticas extremas da região de Mendoza.
Na prática, a vinícola utiliza canaletas de gotejamento em todas as parcelas, com monitoramento contínuo do teor hídrico. No processo de vinificação, a fermentação é acompanhada por algoritmos preditivos que ajudam a estabilizar curvas e antecipar desvios, visando maior controle de qualidade.
Tecnologia na viticultura
Essa abordagem tecnológica também se aplica às etapas de produção. Os vinhos passam por monitoramento quase em tempo real nas cubas, com ajustes automáticos que reduzem variações. Entre os resultados mencionados, destaca-se um espumante pronto para beber com teor alcoólico de 6%, resultado de uma fermentação controlada e interrompida de forma planejada.
Birnie-Scott detalha ao veículo de referência que o jus de uva entra na cuba, fermenta até cerca de 5% de álcool, e, ao fechar a cuba, continua a transformação até atingir 6% para gerar gás carbônico do espumante. O processo é então interrompido pelo resfriamento da cuba, conforme reportado pelo veículo fevereiro de 2026.
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