Do ponto a ponto: pesquisadores indicam que a criptografia clássica pode ficar vulnerável com a expansão de computadores quânticos. Em março, equipes da Caltech, UC Berkeley e a startup Oratomic apresentaram estudo sobre qubits de átomos neutros. O foco é hardware quântico sem supercondutores.
O material analisa a viabilidade de usar átomos neutros para rodar o algoritmo de Shor, capaz de quebrar criptografia atual. Os autores estimam a necessidade de entre 10 mil e 20 mil qubits de átomos neutros para esse fim. Em cenário hipotético, 26 mil qubits poderiam derrubar bitcoins.
Paralelamente, outro grupo, da IA quântica do Google, publicou estudo que sugere capacidade de quebrar criptografia de curvas elípticas com menos recursos que o previsto. Segundo a equipe, menos de meio milhão de qubits físicos seriam suficientes para comprometer algoritmos usados por diversas criptomoedas.
Esses trabalhos ocorrem num momento em que a comunidade científica aponta vulnerabilidade da criptografia clássica diante de hardware quântico em larga escala. A discussão envolve criptografia que protege transações, dados e identidade digital no dia a dia.
Contexto e perspectivas
- O que vem por aí: especialistas consideram inevitável a transição para criptografia resistente a quânticos.
- Por que importa: a evolução pode afetar bancos, serviços online e cadeias de suprimento digitais.
- Próximos passos: a indústria avalia padrões e ferramentas de criptografia pós-quântica aprovadas pelo NIST, em uso agregado.
Pesquisas destacam que avanços em hardware quântico trazem benefícios em computação, mas exigem atualização de padrões de segurança. Enquanto isso, a comunidade científica continua a mapear cenários de risco e soluções possíveis para proteger dados.
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