Numa pedreira em Cuenca, arqueólogos encontraram um santuário dedicado a Minerva, datado entre meados do século II e início do século III d.C. A peça votiva está esculpida na rocha na entrada do sítio, sugerindo que os pedreiros do local puderam ter provocado o contexto da descoberta. A localidade é Carrascosa del Campo, no município de Campos del Paraíso.
A edícula foi revelada em Peña de la Saceda, longe de centros urbanos, o que reforça o caráter artesanal do monumento. A estrutura imita um pequeno santuário, com pilastras, capitéis, frontão triangular e entablamento esculpido. A forma e o tema indicam culto à deusa Minerva.
O destaque da peça é a representação da deusa, associada a Minerva pela iconografia. Segundo os arqueólogos, ao redor da escultura é possível observar a presença de uma pequena coruja, símbolo tradicional ligado à deusa. A descoberta ressalta o papel de espaços de trabalho como contexto de expressão religiosa antiga.
Contexto da descoberta
O achado ocorreu em área de mineração que funcionava como pedreira entre os séculos I e IV d.C., quando a Hispânia era parte do Império Romano. A presença de um santuário no local sugere práticas religiosas associadas a trabalhadores durante aquele período.
Significado arqueológico
Especialistas destacam que o santuário não está no interior de uma vila ou templo urbano, mas na entrada de um sítio de exploração de rochas. A combinação de a construção esculpida na rocha e a iconografia de Minerva oferece insights sobre práticas religiosas de comunidades de pedreiras antigas.
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