A missão, apoiada pela Nasa, enviou uma nave espacial para interceptar o telescópio Swift em queda orbital. O objetivo é evitar que o observatório despenhe na Terra nos próximos meses. A operação envolve captura com braços robóticos e retorno a órbita estável.
Swift é capaz de detectar explosões cósmicas de alta energia e está em rota de reentrada. A órbita atual ficou estável entre 220 milhas (360 km) e vem diminuindo desde os últimos dois anos, devido à expansão da atmosfera causada pela atividade solar.
A equipe envolvida é liderada pela empresa Katalyst Space Technologies, sediada em Flagstaff, Arizona. O projeto tecnológico foi concebido para realizar uma das missões de manutenção comercial mais desafiadoras já tentadas.
A missão LINK
A LINK é uma nave robótica com três braços, do tamanho de um refrigerador, equipada com câmeras, sensores e propulsores. O lançamento ocorreu na última sexta-feira, com um trajeto que exige ativação gradual dos sistemas.
Os engenheiros planejam aproximar a LINK de Swift e fotografar o telescópio por todos os ângulos antes de tentar a captura. A manobra deverá ocorrer com cautela, pois Swift acabou alterado pela evolução orbital de 20 anos.
Após o acoplamento, a LINK usará seus propulsores para elevar lentamente a órbita do Swift. O objetivo é alcançar uma altitude estável que permita continuar as observações por bastante tempo.
Nos meses seguintes, a LINK manterá impulsos suaves para trazer o conjunto de volta à órbita original, entre 360 e 600 quilômetros, conforme o plano da missão.
Caso tenha sucesso, a operação abre caminho para futuras recuperações de equipamentos espaciais de alto valor científico, como o Telescópio Espacial Hubble. A viabilidade de novas missões dependerá do desempenho desta primeira tentativa.
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