O governo de São Paulo ampliou o monitoramento de rios para cobrir cerca de 1.000 km do Tietê, partindo de Suzano até a foz em Itapura. O sistema também abrange o rio Pinheiros e reservatórios da região, dentro do programa IntregraTietê.
Por meio de satélites, imagens da superfície da água são analisadas para identificar mudanças ambientais e emitir alertas automáticos. A tecnologia funciona com áreas de aproximadamente 3 por 3 metros, permitindo detectar variações na qualidade da água.
O monitoramento busca acompanhar a proliferação de algas nos reservatórios, associada à formação de nata verde no Médio e Baixo Tietê. A iniciativa é desenvolvida em convênio com o INPE e integrado ao painel de avaliação da Cetesb.
Como funciona
Dados de satélite são processados por inteligência artificial, cruzando informações com a rede de monitoramento da Cetesb, estações de tratamento e demais licenciamentos. As informações aparecem em mapas geoespaciais com faixas de concentração de matéria orgânica.
Quando há alterações significativas, o sistema exibe alertas para as equipes em campo. Em alguns casos, drones podem ser usados para detalhar pontos críticos indicados pelo monitoramento remoto.
Alcance e finalidades
A cobertura abrange áreas entre Suzano e Itapura no Tietê, além do rio Pinheiros e dos reservatórios Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos. O objetivo é ampliar a capacidade de intervenção técnica e gestão hídrica.
Fonte: Agência SP, 28 de junho de 2026. Conteúdo adaptado para o Poder360, sem alterações interpretativas.
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