Pesquisadores da Johns Hopkins Medicine e da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health desenvolveram uma vacina terapêutica de DNA administrada por spray nasal contra a tuberculose. Em testes iniciais com animais, a vacina ajudou a eliminar infecções mais rapidamente e reduziu recaídas após o tratamento.
O estudo, publicado no Journal of Clinical Investigation, aponta que a vacina visa bactérias da TB resistentes a medicamentos, conhecidas como persistentes, que podem sobreviver a tratamentos prolongados e provocar recidivas.
A vacina combina dois genes, relMtb e Mip3α, e é aplicada pelo nariz para atuar na mucosa respiratória. A ideia é reforçar a imunidade local e facilitar a apresentação de antígenos às células T.
Em camundongos, a vacinação concomitante com a terapia de primeira linha acelerou a eliminação de bactérias, reduziu inflamação pulmonar e preveniu recaídas após o tratamento.
Testes em macacos rhesus também mostraram respostas imunológicas significativas tanto no sangue quanto nas vias aéreas, com durabilidade de pelo menos seis meses. Ainda não houve avaliação de infecção real.
Os autores destacam que os resultados em primatas não humanos ajudam a estabelecer uma ponte entre estudos em roedores e etapas pré-clínicas, antes de ensaios em humanos.
A equipe ressalta que a estratégia pode complementar tratamentos existentes, especialmente diante do aumento de TB resistente a medicamentos, com potencial para tratamentos mais eficazes e menos longos.
Analistas e especialistas apontam que a abordagem de imunoterapia busca eliminar bactérias persistentes, não apenas as ativas, o que pode encurtar a duração total do tratamento em cenários clínicos.
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