A Uber anunciou nesta quarta-feira (2) que vai cortar cerca de 10% de sua força de trabalho global. A informação foi comunicada pelo CEO Dara Khosrowshahi em mensagem enviada aos funcionários.
“Hoje estamos fazendo uma série de mudanças organizacionais significativas em toda a Uber”, escreveu o executivo. “Como resultado, reduziremos o tamanho de nossa equipe em aproximadamente 10%”.
Atualmente a empresa conta com cerca de 34.000 funcionários e mantém operações em mais de 70 países, conforme apresentação recente feita à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).
Segundo a companhia, o corte de pessoal busca deixar a plataforma “mais simples e rápida” e diminuir os atrasos causados por processos de coordenação interna.
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“Uma organização mais ágil trará maior clareza na atribuição de responsabilidades, decisões mais rápidas e mais tempo dedicado a construir em vez de coordenar”, afirma o comunicado.
Criada em 2009, a Uber revolucionou o transporte urbano ao ingressar em um mercado então dominado por táxis e empresas de carros privados, ao permitir que motoristas usassem veículos próprios para transportar passageiros.
A partir daí, o negócio cresceu de forma expressiva e passou a incluir também a entrega de comida e de produtos de varejo.
A remuneração dos motoristas varia conforme o país, e parte deles vem reclamando de pagamento insuficiente pelo trabalho prestado e pelo desgaste dos próprios veículos.
Em alguns mercados, a Uber encerrou suas atividades por completo. Nesta quarta-feira, a empresa confirmou a saída da Nigéria e de Uganda, movimento que ocorre após o encerramento das operações na Tanzânia no início deste ano.
Debates sobre a Uber no Brasil
No Brasil, motoristas defendem vínculo empregatício com plataformas de transporte por aplicativo. O Supremo Tribunal Federal analisa a validade de decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram relação trabalhista entre motoristas e empresas, no que ficou conhecido como uberização. As informações são da Agência Brasil.
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A decisão terá impacto em 10 mil processos parados em todo o país à espera do posicionamento da Corte.
Durante o julgamento, a defesa da Uber argumentou que um eventual reconhecimento de vínculo reduziria em 52% os postos de trabalho, elevaria em 34% o preço médio das corridas e diminuiria em 30,7% a renda dos motoristas.
Já representantes dos trabalhadores apontam precarização da categoria, citando que apenas 1% dos motoristas recolhe contribuição ao INSS e que taxas cobradas pelas plataformas chegam a 60%, com os custos do veículo ficando totalmente a cargo do profissional.
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