Começa na terça-feira (22) a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Com a participação de representantes de 193 países, entre chefes de Estado e de governo, a reunião é considerada o principal encontro da geopolítica global.
Nos últimos anos, o encontro tem debatido graves crises humanitárias, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e o conflito armado na Faixa de Gaza. Neste ano, os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e, na sequência, a retomada da guerra civil no Iêmen também devem aparecer na pauta.
Outro tema que tem ganhado espaço em encontros internacionais, como o G20, é o uso da inteligência artificial. Recentemente, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, defendeu medidas urgentes para regular a IA.
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Brasil abre a sessão
Como parte da tradição, o Brasil fará o discurso de abertura. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve defender o multilateralismo e a negociação como caminho para resolver disputas. Em 2025, o encontro nos bastidores entre Lula e Donald Trump destravou negociações sobre as tarifas dos EUA ao Brasil.
A agenda brasileira em Nova York começa na segunda-feira (21), quando o presidente deverá ter encontros bilaterais. Na comitiva brasileira estão o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e os ministros do Desenvolvimento e Assistência Social, da Gestão e Inovação, e da Igualdade Racial.
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Quem será o próximo secretário-geral?
Na manhã de terça-feira (22), Lula tem agenda com o atual secretário-geral da ONU, António Guterres. Eleito duas vezes para o cargo, o engenheiro português exerce a função até dezembro de 2026.
Durante o ano, alguns nomes foram cogitados para suceder Guterres, inclusive a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet. Apoiada pelo Brasil, Bachelet foi alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e trabalhou, de 2010 a 2013, como diretora-executiva da ONU Mulheres. No sábado (19), entretanto, Bachelet retirou a candidatura.
Na sexta-feira (18), em uma votação informal, o Conselho de Segurança das Nações Unidas colocou Rebeca Grynspan na liderança da disputa pelo cargo. A ex-vice-presidente da Costa Rica aparece com uma pequena vantagem, segundo diplomatas ouvidos pela Reuters.
Grynspan recebeu nove votos de apoio, cinco de desencorajamento e um de “sem opinião”. Essa é a terceira vez que os 15 membros do Conselho de Segurança votam a portas fechadas em uma sondagem informal. Na segunda votação, no mês passado, a embaixadora da Guiana na ONU, Carolyn Rodrigues Birkett, despontava como líder.
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