- Nova diretriz da Abeso orienta que o tratamento farmacológico para obesidade nunca seja usado isoladamente, devendo acompanhar mudanças no estilo de vida, aconselhamento nutricional e estímulo à atividade física.
- Os critérios de indicação incluem IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou IMC igual ou superior a 27 kg/m² com comorbidades relacionadas à adiposidade, com possibilidade de considerar tratamento independentemente do IMC em casos de aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura/altura com complicações.
- O documento reúne 32 recomendações para o cuidado com a obesidade, elaborado por um grupo multidisciplinar de endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas.
- O texto reforça que o cenário terapêutico exige avaliação cada vez mais individualizada e oferece orientação prática para conduta clínica, incluindo cenários de risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, entre outros.
- Também alerta sobre uso de substâncias sem evidência robusta de eficácia e segurança, incluindo fórmulas magistrais ou produtos manipulados para obesidade, e ressalta a importância de evitar tratamentos não comprovados.
A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) publicou diretrizes atualizadas sobre o uso de medicamentos no tratamento da obesidade. A orientação destaca que fármacos não devem ser usados isoladamente, devendo acompanhar mudanças no estilo de vida, nutrição e prática de atividades físicas.
A diretriz reúne 32 recomendações sobre cuidados com obesidade, com foco em conduta clínica mais individualizada. O documento define critérios de indicação baseados no IMC: 30 kg/m² ou 27 kg/m² com complicações associadas à adiposidade.
A recomendação passa a considerar, em situações específicas, tratamento medicamentoso independentemente do IMC quando houver aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura, associado a complicações. As diretrizes reforçam uso responsável e seguro de fármacos.
Implicações clínicas e equipes envolvidas
O documento foi elaborado por endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas, organizando as orientações por classes de recomendação e níveis de evidência. O objetivo é facilitar decisões clínicas mais embasadas.
Para o acompanhamento, a diretriz enfatiza avaliação de cenários como risco cardiovascular, pré-diabetes, esteatose hepática, osteoartrite, câncer, apneia do sono e perda de massa magra, conectando ciência às perguntas do consultório.
Cuidados com tratamentos inadequados
As novas diretrizes apontam quando um medicamento não é indicado e alertam para o uso de substâncias sem evidência robusta de eficácia e segurança. Também destacam o risco de fórmulas magistrais e produtos manipulados sem comprovação.
A Abeso recomenda cautela com abordagens como diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides, implantes ou hCG para obesidade, enfatizando evidência clínica como base para escolhas terapêuticas.
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