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Benefícios de saúde em rótulos influenciam escolhas alimentares

Alegações de saúde em rótulos influenciam o comportamento do consumidor, elevando o valor percebido, mas o efeito varia com idade, escolaridade e contexto

Foto colorida de uma embalagem de aveia flocos finos, contendo na parte superior direita informações que dizem que o produto reduz o colesterol e que é fonte de fibras. A foto tem fundo neutro, textos escritos em branco e preto, e uma tigela com frutas vermelhas e amarelas salpicadas de farelo.
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  • Pesquisadores da USP identificam que alegações de saúde em rótulos influenciam positivamente o comportamento do consumidor, aumentando a percepção de valor e a disposição de pagar mais pelo produto.
  • Entre as alegações mais comuns estão benefícios para saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica, digestiva e ocular, além de bem-estar geral, antioxidantes e suporte ao sistema imunológico.
  • O estudo é uma revisão de 71 artigos publicados entre 2019 e 2024, conduzida pela professora Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres com a primeira autora Helena F. Martins Tavares.
  • No Brasil, a regulamentação fica a cargo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); para afirmar benefícios à saúde, é necessário estudo científico que comprove eficácia e segurança e aprovação regulatória.
  • O efeito das alegações depende de fatores como idade, escolaridade, estado de saúde, contexto de compra, emoções e percepção da marca; quando bem feitas, podem incentivar hábitos alimentares mais saudáveis.

O que influencia a escolha por alimentos com alegações de saúde foi investigado por pesquisadores da USP. O estudo analisou como rótulos que destacam benefícios à saúde afetam a percepção de valor e a disposição de pagar mais pelos produtos. A pesquisa envolve revisão de literatura internacional entre 2019 e 2024 e foi publicada em revista científica.

Os resultados indicam que, quando bem fundamentadas, as alegações funcionais podem orientar hábitos alimentares mais saudáveis. A equipe ressalta, porém, que o efeito depende de fatores individuais, como estado de saúde no momento da compra, nível de conhecimento nutricional e percepção da marca.

A líder da pesquisa é a professora Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, da Faculdade de Saúde Pública. Ela destaca a importância de regulamentações que assegurem que as informações apresentadas aos consumidores sejam verdadeiras e apoiadas por evidências.

O estudo também aponta que o comportamento do consumidor é multifatorial. Entre os elementos que modulam a interpretação das mensagens estão escolaridade, idade, gênero, tempo disponível para a compra e finalidade de uso do produto. Contexto emocional e doenças pré-existentes também influenciam.

A pesquisa ressalta que as alegações de saúde não atuam da mesma forma para todos. Quando bem formuladas, podem favorecer escolhas mais saudáveis, desde que alinhadas às capacidades cognitivas e à motivação do público-alvo. A interpretação varia conforme o consumidor.

Regulamentação e evidências

A regulação brasileira, pela Anvisa, exige que alegações de saúde sejam comprovadas por estudos científicos. Only após avaliação regulatória é permitido usar tais mensagens em rótulos e materiais promocionais. A regulação busca evitar informações enganosas.

Os autores enfatizam que referências funcionais devem carregar evidências científicas e avaliações de segurança. Estudos precisam comprovar eficácia de componentes como nutrientes ou probióticos antes de qualquer comunicação ao público.

Os resultados do artigo destacam que o impacto das alegações depende ainda da clareza da informação, da interpretação individual e do contexto de consumo. Quando fundamentadas, as mensagens podem orientar políticas públicas e práticas da indústria.

Mais informações sobre a pesquisa podem ser obtidas com as pesquisadoras Elizabeth Torres e Helena Tavares, cujos contatos estão disponíveis junto ao estudo.

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