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Horário da última refeição é apontado por estudo como ideal para a saúde

Jejum noturno de treze a dezesseis horas, alinhado ao sono, pode melhorar pressão arterial, glicose e recuperação cardíaca em adultos com sobrepeso

Estudo aponta que um jejum noturno prolongado pode melhorar diversos aspectos ligados à saúde cardiometabólica
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  • Estudo randomizado com 39 adultos com sobrepeso/divididos em jejum noturno de 13–16 horas versus 11–13 horas.
  • Prolongar o jejum noturno, alinhado ao sono, pode fortalecer a regulação cardiovascular e metabólica.
  • Grupo com jejum mais longo mostrou melhor quedas da pressão arterial diastólica durante o sono, menor frequência cardíaca noturna e maior variabilidade da frequência cardíaca.
  • Também houve redução do cortisol noturno, além de níveis mais baixos de glicose no sangue e melhor ação da insulina.
  • Os maiores benefícios ocorreram quando a última refeição ficou cerca de três horas antes de dormir; por exemplo, jantar até as 19h para quem dorme às 22h, com jejum até as 8h.

O estudo, publicado na revista Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology, aponta que um jejum noturno mais longo pode beneficiar a saúde cardiometabólica. O foco é o horário da última refeição, alinhado ao ritmo circadiano.

Participaram 39 adultos com sobrepeso ou obesidade, com idades entre 36 e 75 anos. Eles foram divididos em dois grupos: jejum de 13 a 16 horas e janela de 11 a 13 horas. O objetivo foi avaliar marcadores cardiormetabólicos.

Ao final, grupos com jejum de 13 a 16 horas apresentaram melhoria na pressão arterial diastólica durante o sono, menor frequência cardíaca noturna e maior variabilidade da frequência cardíaca.

Também houve redução de cortisol noturno e de glicose sanguínea, além de melhor sensibilidade à insulina. Benefícios foram mais evidentes quando a última refeição ocorreu três horas antes de dormir.

A equipe ressaltou que o sono funciona como mediador dos efeitos. Rigor ao alinhamento entre horário de alimentação e sono pode fortalecer a regulação cardíaca e metabólica.

Crononutrição e impactos

A pesquisa contextualiza a crononutrição, área que estuda como o relógio biológico influencia a alimentação. Autores destacam que concentrar calorias no dia favorece glicemia e apetite, ao passo que jantares tardios aumentam riscos.

Especialistas consultados enfatizam que terminar o jantar 2 a 3 horas antes de dormir facilita digestão. Eles salientam que essa prática pode contribuir para evitar refluxo e distúrbios metabólicos a longo prazo.

Segundo os autores, estudos anteriores já associavam jejum à saúde metabólica, mas o papel do horário ainda era pouco explorado. A abordagem atual busca entender efeitos na noite e no dia.

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