- O programa Ambiente é o Meio #217 discute a transição energética no Brasil e seus desafios com o especialista Bruno Milanez.
- A matriz brasileira é formada por 50% energia renovável e 50% não renovável, segundo o episódio.
- A projeção para a participação de renováveis até 2035 é de apenas 1%, o que é considerado insuficiente para enfrentar as mudanças climáticas.
- O Plano Decenal de Expansão Energética (PDE) indica aumento da geração tanto de fontes fósseis quanto não fósseis, sem redução no consumo de energia.
- Milanez aponta que o rótulo de energia limpa para renováveis é questionável devido a impactos socioambientais e às emissões associadas a processos de fabricação e transporte.
O país segue uma trajetória de transição energética apresentada como sustentável, mas especialistas apontam contradições entre o discurso e as metas. Em meio a 50% da matriz renovável, a projeção de expansão para 2035 é considerada insuficiente para enfrentar as mudanças climáticas.
No episódio 217 do programa Ambiente é o Meio, o especialista Bruno Milanez analisa os caminhos da energia brasileira. Milanez é docente da UFJF e ressalta que a transição deveria reduzir o uso de energia e substituição gradual de fósseis por tecnologias renováveis, como solar e eólica.
Para ele, o PDE, Plano Decenal de Expansão Energética, evidencia o avanço contínuo de geração fóssil e não fósseis, sem foco claro em economizar consumo de energia. Além disso, o rótulo de energia limpa para renováveis é questionado por impactos socioambientais e emissões associadas a fabricação e transporte.
Projeção de renováveis até 2035
Milanez aponta que a participação de fontes renováveis na matriz nacional deve crescer apenas 1% até 2035, segundo o PDE. O dado é visto como incompatível com a necessidade de ampliar a capacidade de enfrentamento às mudanças climáticas.
Ele questiona ainda a consistência entre a promessa de energia limpa e os efeitos ambientais do ciclo de vida dos componentes renováveis, bem como a dependência de combustíveis fósseis na matriz. A análise indica uma diferença entre discurso de transição e políticas efetivas.
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