- Estudo publicado no periódico Alcohol indica que até doses pequenas de álcool podem afetar o cérebro.
- Foram avaliados 45 adultos saudáveis, homens com até 60 drinks por mês e mulheres com até 30; a média foi de 21 drinks, com variação de 1 a 54 mensais.
- Os resultados mostraram associação entre consumo de álcool e redução do fluxo sanguíneo cerebral, além de, de forma menos robusta, afinamento do córtex.
- Os efeitos podem se acumular com a idade ao longo do tempo.
- A pesquisa não estabelece causalidade e exige mais estudos para confirmar a relação e entender os mecanismos envolvidos.
Segundo estudo publicado na revista Alcohol, mesmo doses moderadas de álcool podem impactar o cérebro. Pesquisadores dos Estados Unidos acompanharam adultos saudáveis e idosos, sem histórico de uso excessivo recente. Os resultados indicam associações, não causalidade, entre consumo de álcool e alterações neurológicas.
A pesquisa, que envolveu 45 homens e mulheres com idades entre 22 e 70 anos, avaliou consumo mensal de até 60 drinks para homens e até 30 para mulheres. A média foi de 21 bebidas por mês, variando de 1 a 54.
Cada drink equivale a 14 gramas de álcool puro, o que corresponde a uma cerveja, uma taça de vinho pequena ou um shot de destilado. Os participantes responderam a questionários sobre consumo ao longo da vida e realizaram ressonância magnética.
Resultados do estudo
Os dados mostraram redução do fluxo sanguíneo cerebral associada ao consumo de álcool, o que pode elevar o risco de doenças cerebrovasculares. Foi observado, de forma menos robusta, um afinamento do córtex, área vinculada a funções cognitivas como pensamento e decisão.
Entre os fatores analisados, a idade apareceu como elemento relevante: os efeitos parecem se acumular com o tempo de exposição ao álcool. A associação observada não comprova causalidade entre bebida e danos neurológicos.
Limites e próximos passos
Os autores ressaltam a necessidade de mais estudos para confirmar os mecanismos subjacentes e considerar dietas, exercícios e outros hábitos de vida. O objetivo é esclarecer como diferentes padrões de consumo afetam o cérebro ao longo do tempo.
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