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Drogas na juventude impactam cognição na meia-idade

Uso de álcool, cigarro e maconha na juventude associa-se a declínio cognitivo na meia-idade, com sequelas persistentes mesmo após a interrupção

Estudo revela que o consumo excessivo de álcool, cigarro e maconha no início da vida adulta causa danos à memória e funções cognitivas na meia-idade
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  • Estudo da University of Michigan acompanhou 2.450 pessoas para avaliar o impacto do consumo de álcool, cigarro e maconha entre os 18 e 30 anos, com testes de memória entre os 50 e 65 anos (dados de 2018 a 2023).
  • O cigarro mostrou relação direta com o declínio cognitivo na meia-idade; álcool e maconha teriam efeito indireto, aumentando o risco de uso continuado após os 30 anos e, assim, a chance de prejuízo cognitivo futuro.
  • Mesmo quem interrompeu o uso apresentou pior desempenho cognitivo na velhice do que quem nunca fumou, bebeu ou usou maconha.
  • A idade até os 25 anos é especialmente crítica, pois o cérebro ainda se desenvolve; quanto mais cedo o consumo, maior o impacto na neuroplasticidade e no neurodesenvolvimento.
  • Não existe nível seguro de consumo dessas substâncias; sinais de alerta incluem pior desempenho escolar ou profissional, dificuldades em relacionamentos, aumento do uso e sintomas de abstinência que requerem acompanhamento médico.

O consumo excessivo de álcool, cigarro e maconha entre os 18 e 30 anos pode impactar a memória na meia-idade, aponta estudo da University of Michigan, nos EUA. A pesquisa foi publicada na Journal of Aging and Health e reforça a importância de intervenções precoces.

Acompanhando 2.450 participantes, a pesquisa teve início com avaliação de hábitos entre 1976 e 1991. Entre 50 e 65 anos, os mesmos voluntários passaram por testes de memória entre 2018 e 2023.

Substâncias afetam o cérebro de formas distintas

O cigarro mostrou relação direta com o declínio cognitivo. O álcool e a maconha teriam efeito indireto, elevando o risco de uso continuado após os 30 anos e, assim, aumentando a chance de perdas cognitivas futuras.

Mesmo quem parou de usar essas substâncias apresentou pior desempenho cognitivo na velhice do que quem nunca consumiu, segundo a análise.

O psiquiatra Gabriel Okuda, do Einstein Hospital, afirmou que há evidências de alterações nas funções executivas e cognitivas associadas a essas substâncias, com efeitos imediatos e estruturais.

Entre os impactos, destacam-se alterações na memória, na atenção e na velocidade de processamento, com possíveis mudanças na substância branca e cinzenta do cérebro.

Okuda condicionou que não há nível seguro de consumo para essas substâncias, ressaltando que o estudo não diferenciou uso recreativo de uso moderado.

Sinais de alerta incluem pior desempenho escolar ou profissional, dificuldades de relacionamentos, aumento do consumo e uso para lidar com estresse ou tristeza.

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