- A Vale (VALE3) pode enfrentar uma redução na demanda por minério de ferro da China, segundo o CEO Gustavo Pimenta.
- Ele acredita que a demanda chinesa pode ter atingido seu pico e deve diminuir gradualmente.
- A empresa planeja aumentar a produção de minério de ferro para entre 340 e 360 milhões de toneladas, superando a previsão de 328 milhões de toneladas para 2024.
- A Vale também focará em projetos de cobre na região de Carajás, no Pará, e pretende reduzir custos de produção.
- O custo de produção e frete deve cair para entre US$ 18 e US$ 19,5 por tonelada até 2030.
A Vale (VALE3), uma das maiores mineradoras do mundo, enfrenta um cenário de possível redução na demanda por minério de ferro da China, seu principal mercado. Em entrevista ao programa Expert Talks, o CEO da empresa, Gustavo Pimenta, destacou que, embora a China continue sendo um mercado crucial, a demanda pode ter atingido seu pico e deve diminuir gradualmente. Pimenta acredita que a Índia e outros mercados emergentes podem compensar essa queda.
A Vale planeja aumentar sua produção de minério de ferro, com uma meta de alcançar entre 340 e 360 milhões de toneladas em breve, superando a produção de 328 milhões de toneladas prevista para 2024. O foco da empresa também se volta para projetos de cobre, especialmente na região de Carajás, no Pará, onde há grande potencial de crescimento. O CEO enfatizou que a transformação da empresa está ligada ao aumento da produção de cobre, um metal essencial para a transição energética.
Além disso, a Vale está comprometida em reduzir seus custos de produção. Pimenta mencionou que o custo de produção e frete, conhecido como C1, deve cair ainda mais em 2024, com a meta de chegar a US$ 18 a US$ 19,5 por tonelada até 2030. Essa estratégia visa garantir uma posição competitiva no mercado global, mesmo diante das incertezas relacionadas à demanda chinesa.
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