- Uma chuva torrencial atingiu Santos em seis de agosto, data de início da tarifa de importação de cinquenta por cento sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos.
- Empresas aceleraram embarques de mercadorias, especialmente café e carne, antes do prazo de isenção.
- Produtos enviados até seis de agosto e que chegarem aos EUA até cinco de outubro não serão tarifados imediatamente.
- A Autoridade Portuária de Santos (APS) registrou um aumento significativo nos embarques, com destaque para um crescimento de noventa e seis por cento nas exportações de proteína animal e dezessete por cento no café em julho.
- O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a infraestrutura portuária está preparada para suportar o aumento na demanda.
Uma chuva torrencial atingiu Santos nesta quarta-feira, 6, data em que começou a vigorar a tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos. Com a expectativa de custos adicionais, empresas apressaram-se para embarcar mercadorias, especialmente café e carne, antes do prazo de isenção.
As regras do governo americano permitem que produtos que deixem o Brasil até 6 de agosto e cheguem aos EUA até 5 de outubro não sejam tarifados imediatamente. A Autoridade Portuária de Santos (APS), responsável por 30% da corrente comercial do Brasil, observou um aumento significativo nos embarques. Esse movimento é considerado uma segunda corrida para exportação, após um aumento de 96% nas exportações de proteína animal e 17% no café em julho.
O recorde de mais de 17 milhões de toneladas movimentadas em julho reflete a capacidade do porto em lidar com picos de demanda. A expectativa era que a nova tarifa intensificasse essa busca por embarques, o que se confirmou com um aumento no envio de veículos e contêineres, incluindo café, que representa 4,7% das exportações para os EUA.
Além disso, o porto enfrentou desafios, como a paralisação por dois dias devido à ressaca, o que aumentou a ansiedade das empresas para embarcar produtos. Dados indicam que a antecipação de embarques gerou um fluxo intenso de navios, com destaque para cargas agrícolas e industriais. O crescimento nos granéis sólidos foi de 10%, enquanto as cargas soltas aumentaram 9%.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a infraestrutura portuária brasileira está preparada para suportar esses aumentos pontuais. O governo está trabalhando para ampliar a capacidade e eficiência operacional dos portos, com leilões programados para este ano, incluindo o canal de acesso ao Porto de Santos.
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