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CBA despenca mais de 17% após divulgação de resultados do 2º trimestre

CBA enfrenta desafios significativos com queda acentuada no EBITDA e aumento da alavancagem, impactando previsões futuras de produção e custos

Fábrica da CBA (Foto: Divulgação)
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  • As ações da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) caíram 17,3% em 7 de setembro de 2025, após resultados financeiros insatisfatórios do segundo trimestre.
  • O EBITDA ajustado foi de R$ 189 milhões, uma queda de 56% em relação ao trimestre anterior e de 44% na comparação anual.
  • O resultado ficou abaixo da expectativa de R$ 298 milhões, devido a paradas inesperadas para manutenção e custos elevados de alumina, que chegaram a US$ 450 por tonelada.
  • O banco Bradesco BBI prevê estabilização da produção de alumina apenas no quarto trimestre de 2025, o que deve continuar impactando negativamente os resultados da empresa.
  • A CBA registrou um fluxo de caixa negativo de R$ 227 milhões no trimestre e a alavancagem aumentou para 2,3 vezes a Dívida Líquida sobre EBITDA.

As ações da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) (CBAV3) sofreram uma queda acentuada de 17,3% nesta quinta-feira, 7 de setembro, após a divulgação de resultados financeiros decepcionantes para o segundo trimestre de 2025. Às 12h28, os papéis estavam cotados a R$ 3,73, marcando a maior desvalorização entre as empresas que apresentaram balanços recentemente.

A CBA reportou um EBITDA ajustado de R$ 189 milhões, o que representa uma queda de 56% em relação ao trimestre anterior e uma redução de 44% na comparação anual. O resultado ficou bem abaixo da expectativa de R$ 298 milhões, que já era considerada conservadora. Segundo análises, essa diferença se deve a paradas inesperadas para manutenção em tanques da refinaria de alumina, que resultaram na necessidade de reformas em fundições e na compra de alumina a preços elevados, cerca de US$ 450 por tonelada.

Desempenho e Expectativas

O banco Bradesco BBI destacou que a produção de alumina ainda está em fase de maturação, com estabilização prevista apenas para o quarto trimestre de 2025. Isso sugere que a produtividade da CBA continuará pressionada, impactando negativamente as estimativas de EBITDA e geração de caixa para o ano. O segmento de energia também apresentou resultados ruins, com um EBITDA negativo de R$ 18 milhões, embora tenha melhorado em relação ao primeiro trimestre.

Além disso, a CBA queimou R$ 227 milhões em caixa no trimestre, elevando a alavancagem para 2,3 vezes a Dívida Líquida sobre EBITDA. Apesar das dificuldades, o Bradesco BBI manteve a recomendação de compra para as ações da companhia, com um preço-alvo de R$ 10.

Análises de Mercado

O Itaú BBA também apontou que os custos de produção foram o principal fator para o desempenho abaixo do esperado. O fluxo de caixa livre negativo foi impulsionado por investimentos em manutenção e aumento das necessidades de capital de giro. Para o segundo semestre de 2025, o banco acredita que a pressão sobre os resultados do segmento de alumínio deve persistir.

Por sua vez, a XP Investimentos classificou os resultados como fracos, destacando que os preços realizados ficaram abaixo do esperado. Embora os preços do alumínio estejam atualmente acima de US$ 2.550 por tonelada, a XP prevê que o fluxo de caixa livre continuará subótimo devido ao aumento esperado nos gastos de capital e à recuperação gradual dos custos nos próximos trimestres.

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