- A XP Investimentos revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2025, reduzindo de 2,5% para 2,2%.
- A expectativa de inflação foi mantida em 5% para o mesmo ano.
- Os cortes na taxa Selic devem começar apenas em 2026, devido a fatores como tarifas dos Estados Unidos e o desempenho do mercado de crédito.
- O relatório indica que a inflação apresenta sinais de alívio no curto prazo, impulsionada pela valorização do real e pela deflação no atacado.
- Para 2026, a previsão de crescimento do PIB permanece em 1,7%.
A XP Investimentos revisou suas projeções econômicas para o Brasil, reduzindo a expectativa de crescimento do PIB de 2,5% para 2,2% em 2025. A inflação foi mantida em 5% para o mesmo ano, com a previsão de que o Banco Central inicie cortes na Selic apenas em 2026. O relatório, divulgado nesta quinta-feira (7), destaca que a inflação apresenta sinais de alívio no curto prazo, impulsionada pela valorização do real e pela deflação acumulada no atacado.
O cenário de crescimento foi ajustado após dados de atividade econômica que ficaram abaixo do esperado. Setores como comércio e serviços, que são sensíveis ao crédito, mostraram perda de fôlego, enquanto a inadimplência e os spreads no mercado de crédito continuam elevados. Além disso, as tarifas impostas pelos EUA sobre as exportações brasileiras devem impactar o PIB em até 0,15 ponto percentual em 2025.
Expectativas para 2026
Para 2026, a XP mantém a previsão de crescimento do PIB em 1,7%. O cenário internacional também é considerado, com a XP avaliando positivamente a possibilidade de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve. O Goldman Sachs projeta três reduções de 25 pontos-base até dezembro, o que pode criar um ambiente mais favorável para ativos brasileiros.
A análise da XP ressalta que, apesar do alívio momentâneo na inflação, os fundamentos da economia brasileira permanecem pressionados. O mercado de trabalho continua aquecido e as despesas fiscais estão em alta devido a transferências e estímulos governamentais. A combinação desses fatores sugere um cenário desafiador para a economia nacional nos próximos anos.
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