- O real brasileiro está subvalorizado, segundo análise do Bank of America (BofA).
- A moeda está mais de 15% abaixo da média de longo prazo, enquanto o dólar está em torno de R$ 5,42.
- Apesar das tarifas comerciais dos Estados Unidos, que podem afetar as exportações brasileiras, o BofA mantém uma visão positiva sobre o real e o peso chileno.
- As tarifas de 50% anunciadas pelos EUA têm exceções para produtos como suco de laranja e minério de ferro.
- A Oxford Economics prevê uma queda de 5% nas exportações reais do Brasil até 2040, além de um declínio de 10% na competitividade comercial.
O real brasileiro continua a ser considerado subvalorizado, de acordo com uma análise recente do Bank of America (BofA). O relatório indica que a moeda está mais de 15% abaixo da média de longo prazo, refletindo uma supervalorização de outras moedas latino-americanas. Atualmente, o dólar está em torno de R$ 5,42, embora tenha alcançado R$ 6,29 entre o final de 2024 e o início de 2025.
Os analistas do BofA mantêm uma visão positiva sobre o real e o peso chileno, ambos ainda considerados subvalorizados. Apesar das tarifas comerciais dos EUA, que podem impactar as exportações brasileiras, o Brasil apresenta fortes retornos reais. As novas tarifas de 50% anunciadas pelo governo dos EUA incluem exceções para produtos como suco de laranja e minério de ferro, o que pode mitigar os efeitos negativos sobre o comércio.
Perspectivas e Desafios
A análise do BofA destaca que as moedas latino-americanas, em geral, se valorizaram mais de 5% em relação ao dólar americano neste ano. No entanto, a Oxford Economics alerta que as tarifas dos EUA podem ter um impacto significativo no comércio brasileiro a longo prazo. A previsão é de uma queda de 5% nas exportações reais do Brasil até 2040, além de um declínio de 10% na competitividade comercial.
Os analistas do BofA também observam que a disputa comercial com os Estados Unidos pode influenciar a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alterando o cenário político para 2026. Apesar das incertezas, a análise sugere que o real tem espaço para valorização, refletindo um potencial de recuperação econômica no Brasil.
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