- As taxas dos títulos públicos no Tesouro Direto caíram na manhã de terça-feira, 12 de setembro, após dados de inflação amenos no Brasil e nos Estados Unidos.
- O Tesouro Prefixado 2028 oferecia uma taxa de 13,15%, a menor desde 2025, e o Prefixado 2032 apresentava 13,55%, a menor taxa desde 4 de julho.
- O Tesouro IPCA+ 2029 remunerava 7,61% ao ano além da inflação, taxa não vista há mais de um mês.
- A queda nas taxas ocorreu após o IPCA de julho mostrar uma alta de apenas 0,26%, abaixo das expectativas do mercado, indicando possíveis cortes na Selic.
- O dólar recuou para R$ 5,40, influenciado pela fraqueza global da moeda americana e pela expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve.
As taxas dos títulos públicos no Tesouro Direto apresentaram uma queda generalizada na manhã de terça-feira, 12 de setembro, após a divulgação de dados de inflação considerados amenos no Brasil e nos Estados Unidos. No entanto, esse movimento foi interrompido por comentários do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou processar o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, por sua gestão.
Os títulos prefixados e os de curto prazo continuaram a registrar quedas, enquanto os papéis atrelados à inflação foram mais impactados pelas declarações de Trump. Às 11h58, o Tesouro Prefixado 2028 oferecia uma taxa de 13,15%, o menor nível desde 2025, e o Prefixado 2032 apresentava 13,55%, a menor taxa desde 4 de julho. O Tesouro IPCA+ 2029, por sua vez, remunerava 7,61% ao ano além da inflação, taxa não vista há mais de um mês.
Impacto da Inflação
A queda nas taxas ocorre após o IPCA de julho mostrar uma alta de apenas 0,26%, bem abaixo das expectativas do mercado. Esse resultado é interpretado como um sinal para possíveis cortes na Selic, a taxa básica de juros do Brasil. O dólar também recuou, cotado a R$ 5,40, influenciado pela fraqueza global da moeda americana e pela expectativa de que o Federal Reserve possa reduzir os juros em breve.
Seema Shah, estrategista-chefe da Principal Asset Management, comentou que o mercado reagiu positivamente aos dados de inflação, indicando que o Fed pode ter um caminho mais livre para cortes de juros no próximo mês. As chances de um corte de 25 pontos-base em setembro subiram para 90,1%, enquanto as de um corte de 75 pontos-base em 2025 chegaram a 55%.
Expectativas do Mercado
O cenário atual reflete uma crescente expectativa de flexibilização da política monetária tanto nos EUA quanto no Brasil. A combinação de dados de inflação mais fracos e a pressão política sobre o Fed podem moldar as decisões futuras dos bancos centrais, impactando diretamente os investimentos e a economia global.
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